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sábado, 2 de abril de 2011

Ex-presidente da UJS é homenageado em sessão especial
































Volnei Campagnoni (PCdoB), Gilberto Koch (PT) e o suplente Vladi Lourenço (PP) participaram da homenagem. Raul Cassel (PMDB) e Carmen Ries (PT) enviaram cartas justificando sua ausência e destacando a admiração por Wasem. No início dos trabalhos, pouco depois das 19 horas, a regente do coral Amigos da Câmara, Líris Neumann, cantou o hino nacional.

Exemplo de política além de siglas
Hoff apontou que Wasem tinha posições políticas muito antagônicas às deles – mas que aprendeu muito com o jovem comunista. “Antes mesmo de pensar em ser vereador, eu vinha a esta Casa. E aqui vi, inúmeras vezes, o Fábio lutando pelos direitos das pessoas mais pobres. Ele me ensinou a fazer política de uma forma diferente, abandonando um pouco as teorias e filosofias e acompanhando de perto a realidade. E mais: ele me ensinou que o ser humano vale mais do que siglas diferentes.” O presidente também afirmou que o instituto era a homenagem mais bonita que ele poderia receber. “Foram sonhadores como ele que construíram a nossa cidade.”

Betinho disse que aprendeu a admirar Wasem quando era presidente do Sindicato dos Sapateiros. “Travamos muitas lutas juntos. Falar nele é falar de um cara guerreiro. Ele era um comunista autêntico, polêmico, e queria mudar a sociedade para melhor. O Fábio cumpriu um papel muito importante para o PCdoB na região: conseguiu unir grandes nomes. Ele era jovem mas sabia o que queria.”

Emocionado, Volnei destacou a importância de Wasem para o crescimento da agremiação comunista em Novo Hamburgo. O vereador frisou que ele acreditava em um ideal – e trabalhava muito para alcançá-lo. “Também vou falar como pessoa, como amigo do Fábio. Ele era insistente, e posso dizer que faço parte dessa história. Ele que me convenceu a vir para o PCdoB. Era um grande líder político, seu legado ficou.”

Família
Após a fala dos vereadores, os pais de Wasem – Delanói e Délcia – sua esposa, Deusa Maria de Souza, e seu filho, Nicolas, receberam uma placa de homenagem póstuma, sob forte aplauso dos presentes.

O presidente estadual do PCdoB, Adalberto Frasson, falou sobre sua gratidão à família de Wasem. “Vocês permitiram que ele se tornasse o grande homem que ele foi.” Ele também agradeceu a comunidade de Novo Hamburgo, por ter permitido que ele realizasse sua obra. “Que a gente prossiga buscando dias melhores para Novo Hamburgo e para o mundo todo.”

O Coral Amigos da Câmara, então, cantou Canção da América, de Milton Nascimento, e Semente do Amanhã, de Gonzaguinha.

Deusa usou a tribuna para contar a história de seu marido, lendo um texto que escreveu enquanto diversas fotos eram exibidas em um telão. “Era um homem simples, que viveu apenas 35 anos de uma intensa vida.” Deusa apontou que Wasem era inquieto, demorou para terminar os estudos e trabalhou bastante em diversos empregos. Entrou no Exército e, depois, descobriu-se na militância no PCdoB. Atuou também como representante comercial. “No começo, ele achava difícil ficar tempo longe de sua amada Novo Hamburgo.” Mas logo começou a aproveitar as viagens para aprender mais sobre o partido. “Sua morte não o fez desaparecer da nossa vida política.”

Lançado o Instituto Fábio Wasem
Rômulo Messias Kipper, representando o Instituto Fábio Wasem, criado oficialmente pouco antes da sessão especial, no Plenarinho da Casa, explicou como surgiu a entidade. “Acreditamos que os temas de mobilidade urbana são populares, que o povo tem que opinar, elaborar e mostrar que tipo de política pública precisa para ter mais dignidade em seu dia a dia. Queremos trazer ideias novas. Vai ser um instituto em movimento.”

Mais memória
Juliano Roso, vereador de Passo Fundo pelo PCdoB, falou sobre a alegria e as ideias avançadas de Wasem. Seu irmão, Sandro Éverton Wasem, falou um pouco sobre sua personalidade.

Para fechar a sessão, o Coral Amigos da Câmara interpretou o Hino Rio-Grandense.

Biografia
Fábio Juliano Wasem nasceu em Novo Hamburgo em 30 de julho de 1974 – e faleceu em um acidente de carro em Santa Catarina no dia 23 de março de 2010, aos 35 anos. Filiado ao PCdoB desde 1992, foi presidente municipal da sigla entre 2005 e 2010 e da sua direção estadual no atual mandato. Iniciou sua militância no movimento estudantil secundarista, no Fora Collor, e depois presidiu a União dos Estudantes de Novo Hamburgo em 1994/1995, período em que a entidade conquistou sua sede, a Casa do Estudante, e iniciou a campanha pela extensão do Trensurb até Novo Hamburgo. Foi presidente local da União da Juventude Socialista e presidente do Grêmio Estudantil da Escola Estadual de Ensino Médio Augusto Borges de Medeiros no bairro Rondônia, e ainda membro da Escola Nacional de Formação Política do PCdoB.

A luta por transporte coletivo digno e a preço acessível para os trabalhadores e a juventude foi uma marca de sua vida. Mantinha relações estreitas com o movimento de juventude e comunitário, e acreditava que as novas tecnologias poderiam democratizar a comunicação entre as pessoas.
Wasem era representante comercial e viajava os três estados do sul do país. Por onde passava sempre acabava se envolvendo com atividades do Partido, mesmo longe de casa, como em Pato Branco, Blumenau, Florianópolis, Chapecó e Passo Fundo.

Rua no bairro Boa Saúde
Na sessão ordinária nesta mesma tarde, foi aprovado o Projeto de Lei nº 17/2011, de Volnei Campagnoni (PCdoB). A proposta dá o nome de Fábio Juliano Wasem à avenida I do Loteamento São Rafael, no bairro Boa Saúde, que tem início na avenida Carlos Armando Koch e se estende até a avenida II.

fonte: http://www.camaranh.rs.gov.br/Noticias.asp?IdNoticia=4640


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