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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Manuela D´Ávila: Reformar a política


Diante da grande onda de manifestações populares, os partidos no Congresso Nacional devem se unir e apoiar a consulta popular sobre reforma política sugerida pela presidente Dilma Rousseff. Os parlamentares devem ouvir a população por meio de plebiscito. As perguntas devem girar em torno daquilo que é central: o financiamento das campanhas eleitorais e o sistema de voto.
Esse processo deve ser deflagrado pelo Congresso, sendo feito o mais rapidamente possível. As manifestações de rua merecem respostas efetivas, e as pessoas não aceitarão uma solução pronta, sem debate prévio.
Então, devemos nos perguntar, após 25 anos da Constituição Cidadã, qual é o problema central da política representativa brasileira? Sem dúvida, o financiamento. O PCdoB sempre defendeu o financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais.
O dinheiro que financia as candidaturas numa disputa eleitoral deve ser público e exclusivo. A sociedade será a principal beneficiada com essa iniciativa, visto que haverá maior transparência nos pleitos. Primeiro, porque proporcionará maior igualdade de condições entre os candidatos, garantindo a escolha de quem está mais preparado. Isso reduz o abuso do poder econômico, situação que prejudica o processo como um todo nos municípios, nos estados e no país.
Quase diariamente a imprensa publica reportagens sobre casos desse tipo, o que reforça o descrédito de muitos em relação à política e diminui a credibilidade de nossas instituições. Mudar a forma de financiar campanhas, portanto, é a saída para reduzir a corrupção no Brasil. Diga-se de passagem, tema presente em muitas das manifestações populares atuais.
Se não dá para aprovar todas as medidas necessárias, então temos de enfrentar o mais importante: o financiamento público e exclusivo é a peça-chave para superar os desafios que ainda permanecem e melhorar a imagem da política e dos políticos nacionalmente.
Há bastante tempo, a bancada do PCdoB na Câmara faz um grande esforço para construir a reforma política. As pessoas vão às ruas questionar o sistema político porque ele possui, sim, falhas estruturais, e elas precisam ser superadas.
O plebiscito será o caminho para definirmos uma solução em conjunto com a população, que realmente reestruture a política brasileira. A consulta garantirá legitimidade ao processo. Vivemos um momento único. Não podemos perder a oportunidade de melhorar o Brasil.
Por: Manuela D’Ávila – líder do PCdoB na Câmara dos Deputados

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Manuela é indicada para Prêmio Congresso em Foco 2013

Foto: Richard Silva
Pelo quinto ano consecutivo, a deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) concorre ao Prêmio Congresso em Foco que premia os melhores parlamentares do Congresso. A indicação para 2013 foi divulgada nesta segunda-feira (1 de julho).
Em 2013, a líder do PCdoB na Câmara dos Deputados está entre as mais votadas por jornalistas como melhor deputada do ano. Ela também é destaque pelo segundo ano na categoria Parlamentar de Futuro que premia a atuação dos deputados com até 45 anos.
No Congresso em Foco, Manuela foi considerada a melhor deputada pelos internautas em 2009. Por duas vezes (2010 e 2012), ficou entre os 10 parlamentares que melhor representam a população na Câmara dos Deputados em votação de jornalistas, ratificada pelos internautas.
Todos os parlamentares já escolhidos como melhor deputado receberão o Prêmio Congresso em Foco 2013, juntamente com mais um nome, que será escolhido pela internet, em votação que será realizada entre 9 de julho e 9 de setembro. Os três mais votados receberão troféus. Quem ficar entre o quarto e o décimo lugar receberá placas. Para os demais, serão entregues certificados, em evento no Unique Palace, em Brasília, no dia 26 de setembro.
Na categoria Parlamentar de Futuro, Manuela disputa o troféu com outros três parlamentares, além de um quinto nome a ser escolhido pelos internautas. O mais votado na internet na eleição entre os dias 9 de julho e 9 de setembro ganhará o prêmio.
Fique atento e participe da votação que começa em 9 de julho.


Mais informações em http://congressoemfoco.uol.com.br/.



Unir a juventude que trabalha e estuda ao movimento sindical


Mais de 70 jovens trabalhadores e trabalhadoras de nove estados do país reuniram-se em Belo Horizonte/MG no 2º Encontro Nacional da Juventude Trabalhadora da CTB. O Encontro, que teve como lema "Unir a Juventude que trabalha e estuda a luta sindical", definiu o novo Coletivo Nacional de Juventude Trabalhadora e redigiu uma carta dos jovens trabalhadores que define os principais desafios para os jovens trabalhadores na atual quadra.

Os  membros do Coletivo Nacional de Juventude da CTB, composto por homens e mulheres do campo e da cidade, de diversos ramos e de estados de quatro regiões do País, terão a função de organizar as questões relacionadas a juventude e trabalho pela Central no próximo período. São eles: Vitor Espinoza (CTB-RS), Igor Pereira (CTB-RS), Juliana Matias (CTB Minas), Wallace Melo (Sinpro-PE), Alfredo Santiago (CTB-BA), Rose Santos (Sindicato dos Bancários de Sergipe), Maria Alves (Fetaemg), Dorenice Flor (Contag), Renato Pires (CTB-MS), Robson Porto (Sindicato dos Metalúrgicos de Betim - MG), Wellington Guilherme (Sindicato dos Metalúrgicos de Jaguariúna - SP), Luciane Severo (Sindicato dos Sapateiros Campo Bom - RS) e Kleiton Alder (Sindicato dos Metalúrgicos da Camaçari - BA).

Para o secretário nacional de Juventude da CTB, Paulo Vinícius, “O Coletivo Nacional que sai deste encontro é muito representativo, composto por entidades fortes de grandes ramos e de estados onde a CTB está organizada. Não é pouca coisa conseguir o compromisso destas entidades com a luta sindical nacional da juventude da CTB. Damos um salto e nos armamos para, na próxima gestão da CTB e da Secretaria da Juventude, poder realizar um trabalho mais coletivo, mais organizado e mais forte, dialogando com as preocupações da juventude e do Brasil”, avalia. 

Leia a íntegra da Carta da Juventude da CTB



Unir a Juventude que trabalha e estuda na luta sindical


A luta dos trabalhadores e trabalhadoras e da juventude nunca dormiu. Em 2013, o povo na rua nas maiores marchas desde o Fora Collor dá uma outra força para avançar nas mudanças e mudar a fase do projeto iniciado com a vitória de Lula em 2003. Queremos mais direitos e desenvolvimento. E precisamos lutar por isso, pois a crise mundial do capitalismo só tem a oferecer miséria, precarização do trabalho, guerras e degradação do meio ambiente. No Brasil, a direita neoliberal liderada pela mídia golpista fará de tudo para interromper o ciclo de vitórias conquistado pela juventude e os trabalhadores.


A juventude quer seu lugar no Projeto Nacional de Desenvolvimento

Expressando a liberdade nas ruas e nas redes, a juventude quer seu lugar no Projeto Nacional de Desenvolvimento. As marchas expressam a luta pela mobilidade urbana e o direito a cidade, melhores serviços na área da saúde e educação, profunda transformação na política, que mesmo com os avanços que tivemos, ainda não representa o povo. Contra essa mobilização haverá a resistência e as manipulações das velhas elites. É preciso evidenciar que a mobilidade urbana, os serviços de saúde e educação não vão melhorar enquanto os gastos com banqueiros e especuladores tomar quase metade do orçamento do Brasil, inviabilizando o desenvolvimento e o lugar da juventude. 

A origem da corrupção é o peso do dinheiro na eleição dos representantes. Basta de eleger somente quem os banqueiros, os latifundiários, e empresários financiam. Queremos o lugar das mulheres, da juventude, dos negros, da classe trabalhadora. Política não é mercadoria. Reforma política já, com financiamento público e exclusivo de campanha. 

A mídia continuará tentando manipular o povo e criminalizar os movimentos sociais enquanto houver o monopólio dos meios de comunicação. A juventude e os trabalhadores(as) estão nas ruas para expressar a liberdade que não encontram na telinha e nos jornalões. É preciso uma nova lei que desconcentre os meios de comunicação garantindo liberdade, pluralidade e diversidade. Por uma nova lei da mídia democrática já! 

Posicionar a juventude trabalhadora nas lutas 

Nesse cenário a juventude da CTB realiza em Belo Horizonte o seu 2º Encontro Nacional. Depende de nós o desafio de incorporar a energia transformadora da juventude que trabalha, e que trabalha e estuda, ao movimento dos trabalhadores e trabalhadoras. Somos mais de 60% da população economicamente ativa, sofremos na pele a dificuldade de conciliar trabalho e estudo, a precarização do trabalho, o desemprego. Lutamos por um Brasil desenvolvido no campo e na cidade, que respeite nossa voz, sem preconceitos por nossa idade, orientação sexual, cor da nossa pele, convicções políticas. Queremos mais direitos, e só com união da classe trabalhadora em luta que conseguiremos vitórias. 

Para isso, a juventude da CTB dialoga com o 3º Congresso dessa vitoriosa central que já reúne cerca de 10% o sindicalismo em apenas 5 anos. Estamos convencidos da importância de nosso diálogo com a juventude trabalhadora a serviço de nossa central.  O povo unido jamais será vencido, e acreditamos muito na união dos jovens trabalhadores, estudantes e mulheres para impulsionar o fortalecimento da luta dos trabalhadores. Com esse bloco podemos acelerar as mudanças, botar o pé no acelerador e trocar de marcha. 


É preciso traçar alguns pontos para organizar esse time da juventude trabalhadora da CTB:
 
- 40 horas semanais já! Fim do fator previdenciário;
- Nenhuma direção da CTB ou sindicato da CTB sem secretaria da juventude! Queremos oportunidade de contribuir para as decisões da luta dos trabalhadores(as);
- Garantir na previsão orçamentária da CTB orçamento próprio da Secretaria de Juventude para as ações e atividades desta;
- Intensificar a luta pela educação. 10% do PIB para educação de qualidade, com creches para o povo, educação pública para a cidadania e o mundo do trabalho em todos os níveis no campo e na cidade com valorização dos trabalhadores da educação;
- Lutar por oportunidades de permanência da juventude no campo, garantindo a sucessão rural, fortalecendo a educação do campo;
- Lutar por reforma agrária garantindo assentamento dos jovens trabalhadores (as) rurais;
- Lutar pelo empoderamento das mulheres em todos os espaços, com equidade salarial de gênero;
- Fora Feliciano! Contra a homofobia;
- Levar o debate do estágio e ingresso no mundo do trabalho para as entidades representativas dos estudantes (grêmios, partidos e movimentos estudantis);
- Fortalecer o relacionamento da juventude da CTB com as centrais da América do Sul e em especial do cone sul Venezuela e Cuba;
- Criar condições para a conciliação do trabalho e estudo;
- Combater o assédio moral e sexual;
- Apoiar o projeto de lei de iniciativa popular que regulamente e democratize a mídia;
- Ampliar e melhorar a comunicação dos nossos sindicatos, aumentando a produção e divulgação de materiais em áudio e vídeo, disponibilizando o compartilhamento desses arquivos na internet;
- Mais transparência no sistema “S” contemplando: inclusão da formação voltada á agricultura de pequena e média escala e a ao empreendedorismo rural;
- Participar dos encontros de estudantes técnicos com campo e cidade;
- Lutar para garantir a qualidade do ambiente de trabalho, e combater a exploração da mão de obra juvenil cobrando que o Ministério do Trabalho tenha uma posição em defesa dos trabalhadores(as);
- Realizar festivais da juventude do campo e da cidade;
- Realizar reuniões do Coletivo Nacional para o ano com a CTB;
- Ampliar a organização da Juventude da CTB nos ramos onde estamos mais organizados;
- Criar uma escola nacional da CTB com garantia de participação dos jovens.
 

A juventude trabalhadora do campo e da cidade protagonista das mudanças que o Brasil necessita, fortalecendo as ações da juventude brasileira com as nossas bandeiras.



quinta-feira, 27 de junho de 2013

Vitória da juventude: Tarso anuncia passe livre estudantil na região metropolitana

Foto: Pedro Revillion/Palácio Piratini  

O governador Tarso Genro anunciou nesta quinta-feira (27), em uma audiência virtual transmitida pelo Gabinete Digital, o passe livre para estudantes da região metropolitana a partir de agosto. Assegurou, ainda, que está suspenso o reajuste no valor da tarifa do transporte público da Grande Porto Alegre. Segundo o governador, este não é um presente do governo: "é uma vitória do movimento", afirmou.

Para o coordenador geral da União Estadual dos Estudantes (UEE-Livre), esta é uma vitória das mobilizações populares e vai ao encontro da necessidade de se garantir condições de acesso e permanência em todos os níveis de ensino: "Não sairemos das ruas até a real implementação e ampliação de direitos", afirmou Álvaro.

O benefício valerá no transporte intermunicipal, para estudantes que residam em cidades diferentes de suas instituições de ensino e possuam renda familiar inferior a quatro salários mínimos regionais. Terão o direito ao passe livre estudantes do ensino fundamental, médio, suplementar e superior, podendo fazer duas viagens por dia. Segundo Tarso, a aplicação do projeto será discutida com estudantes e movimentos sociais.



quarta-feira, 26 de junho de 2013

Vitória da Juventude: Câmara aprova 75% dos royalties e 50% do Pré-sal na educação


Na noite desta terça (25), a Câmara dos Deputados votou pela aprovação do texto que define a distribuição dos recursos dos royalties do petróleo e do pré-sal. Como resultado, a educação ganhou uma importante vitória!
A proposta que estava em votação defendia que 100% dos royalties do petróleo e 50% do pré-sal fossem aplicados na educação. Isso seria essencial para que a meta de aplicar 10% do PIB na educação pública fosse alcançada, sem haver a necessidade de aumentar impostos ao povo brasileiro. Essa meta está no novo Plano Nacional de Educação (PNE), proposto pela UNE e por movimentos sociais, como a UJS, em 2009, e hoje está esperando para ser aprovado no Senado.
Na votação desta noite, os deputados fizeram uma alteração na partilha, distribuindo 25% dos royalties para a área da saúde, e deixando os 75% restantes para a educação, e atenderam à medida de 50% do pré-sal também para o setor.
Com essa aprovação, agora o texto segue para votação do Senado, em caráter de urgência. Se aprovado, essa se tornará uma das mais importantes conquistas para a educação brasileira, pois contribuirá para que o país passe quase a dobrar o seu investimento no setor, visto que hoje o Brasil aplica pouco mais de 5% do PIB. O novo PNE defende que até 2020 este percentual atinja os 10%.
UJS presente na defesa da Educação
Desde que foi proposto o novo PNE, a UJS, em conjunto com muitos movimentos sociais e ao lado das entidades estudantis, como a UNE, a UBES e a ANPG, tem se posicionado nas redes e nas ruas, defendendo pela ampliação dos investimentos na educação.
A conquista de ontem à noite é resultado da mobilização da juventude brasileira, que por inúmeras vezes ocupou as ruas de canto a canto do país, ocupou Brasília e até mesmo a Câmara, chamando o debate para discutir a qualidade da educação que nossos jovens recebem em suas escolas e universidades.
A UJS felicita a toda juventude que ajudou a conquistar esse importante feito. Porém, nossa luta ainda não está concretizada. Temos que pressionar para que o Senado também aprove o projeto. E para isso acontecer, continuaremos a nos mobilizar, e nossa força se dá é através da luta nas ruas.
Por isso, amanhã (27), a UJS ocupará novamente as ruas. Vamos ocupar Brasília, no ato Brasil Mostra Tua Cara, que além de defender os 10% do PIB para a educação, também colocará em debate a luta pela reforma política, pela democratização dos meios de comunicação, contra a “Cura Gay” – e saída de Marco Feliciano da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, e pelo passe livre a todos estudantes brasileiros. Saiba mais sobre o evento, através do facebook, e junte-se a nós!
Juventude, avante!

Fonte: UJS Brasil

domingo, 23 de junho de 2013

Milhares de pessoas saem às ruas no Rio Grande do Sul

35 mil protestaram em Caxias do Sul
Milhares de pessoas protestaram nessa semana, em diversas cidades gaúchas, pela redução das tarifas no transporte público e por maiores investimentos em áreas fundamentais, como educação.

Novo Hamburgo, Campo Bom, São Leopoldo, Sapiranga e Rio Grande foram exemplos de manifestações pacíficas que levaram milhares de pessoas às ruas com pautas progressistas e com o sentimento de que o país precisa avançar cada vez mais. Em Porto Alegre e, na maior delas, Caxias do Sul que contou com cerca de 35 mil pessoas segundo a Brigada Militar, uma minoria causou transtornos, mas foram isolados pelos demais manifestantes.

Segundo o coordenador geral da União Estadual dos Estudantes (UEE Livre), Álvaro Lottermann, as manifestações não irão parar: "Queremos a destinação de 100% dos royalties do petróleo para a educação, para que possamos chegar ao investimento mínimo de 10% do PIB na área", afirmou.


sábado, 22 de junho de 2013

10 mil vão às ruas em Novo Hamburgo

Foto: Inézio Machado/GES
Cerca de 10 mil pessoas foram às ruas em Novo Hamburgo em passeata que se iniciou na Praça do Imigrante e paralisou por cerca de duas horas a rodovia BR 116. Entre as muitas reivindicações, estavam a melhoria no transporte público municipal e mais investimentos em educação.

Para o vice-presidente da União dos Estudantes de Novo Hamburgo, o estudante do 2º ano do Colégio Estadual 25 de Julho, João Alexandre da Cruz, a manifestação foi pacifica: "A juventude de Novo Hamburgo segue mobilizada em um protesto plural que é de todos", afirmou.