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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Vitória da juventude: Tarso anuncia passe livre estudantil na região metropolitana

Foto: Pedro Revillion/Palácio Piratini  

O governador Tarso Genro anunciou nesta quinta-feira (27), em uma audiência virtual transmitida pelo Gabinete Digital, o passe livre para estudantes da região metropolitana a partir de agosto. Assegurou, ainda, que está suspenso o reajuste no valor da tarifa do transporte público da Grande Porto Alegre. Segundo o governador, este não é um presente do governo: "é uma vitória do movimento", afirmou.

Para o coordenador geral da União Estadual dos Estudantes (UEE-Livre), esta é uma vitória das mobilizações populares e vai ao encontro da necessidade de se garantir condições de acesso e permanência em todos os níveis de ensino: "Não sairemos das ruas até a real implementação e ampliação de direitos", afirmou Álvaro.

O benefício valerá no transporte intermunicipal, para estudantes que residam em cidades diferentes de suas instituições de ensino e possuam renda familiar inferior a quatro salários mínimos regionais. Terão o direito ao passe livre estudantes do ensino fundamental, médio, suplementar e superior, podendo fazer duas viagens por dia. Segundo Tarso, a aplicação do projeto será discutida com estudantes e movimentos sociais.



quarta-feira, 26 de junho de 2013

Vitória da Juventude: Câmara aprova 75% dos royalties e 50% do Pré-sal na educação


Na noite desta terça (25), a Câmara dos Deputados votou pela aprovação do texto que define a distribuição dos recursos dos royalties do petróleo e do pré-sal. Como resultado, a educação ganhou uma importante vitória!
A proposta que estava em votação defendia que 100% dos royalties do petróleo e 50% do pré-sal fossem aplicados na educação. Isso seria essencial para que a meta de aplicar 10% do PIB na educação pública fosse alcançada, sem haver a necessidade de aumentar impostos ao povo brasileiro. Essa meta está no novo Plano Nacional de Educação (PNE), proposto pela UNE e por movimentos sociais, como a UJS, em 2009, e hoje está esperando para ser aprovado no Senado.
Na votação desta noite, os deputados fizeram uma alteração na partilha, distribuindo 25% dos royalties para a área da saúde, e deixando os 75% restantes para a educação, e atenderam à medida de 50% do pré-sal também para o setor.
Com essa aprovação, agora o texto segue para votação do Senado, em caráter de urgência. Se aprovado, essa se tornará uma das mais importantes conquistas para a educação brasileira, pois contribuirá para que o país passe quase a dobrar o seu investimento no setor, visto que hoje o Brasil aplica pouco mais de 5% do PIB. O novo PNE defende que até 2020 este percentual atinja os 10%.
UJS presente na defesa da Educação
Desde que foi proposto o novo PNE, a UJS, em conjunto com muitos movimentos sociais e ao lado das entidades estudantis, como a UNE, a UBES e a ANPG, tem se posicionado nas redes e nas ruas, defendendo pela ampliação dos investimentos na educação.
A conquista de ontem à noite é resultado da mobilização da juventude brasileira, que por inúmeras vezes ocupou as ruas de canto a canto do país, ocupou Brasília e até mesmo a Câmara, chamando o debate para discutir a qualidade da educação que nossos jovens recebem em suas escolas e universidades.
A UJS felicita a toda juventude que ajudou a conquistar esse importante feito. Porém, nossa luta ainda não está concretizada. Temos que pressionar para que o Senado também aprove o projeto. E para isso acontecer, continuaremos a nos mobilizar, e nossa força se dá é através da luta nas ruas.
Por isso, amanhã (27), a UJS ocupará novamente as ruas. Vamos ocupar Brasília, no ato Brasil Mostra Tua Cara, que além de defender os 10% do PIB para a educação, também colocará em debate a luta pela reforma política, pela democratização dos meios de comunicação, contra a “Cura Gay” – e saída de Marco Feliciano da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, e pelo passe livre a todos estudantes brasileiros. Saiba mais sobre o evento, através do facebook, e junte-se a nós!
Juventude, avante!

Fonte: UJS Brasil

domingo, 23 de junho de 2013

Milhares de pessoas saem às ruas no Rio Grande do Sul

35 mil protestaram em Caxias do Sul
Milhares de pessoas protestaram nessa semana, em diversas cidades gaúchas, pela redução das tarifas no transporte público e por maiores investimentos em áreas fundamentais, como educação.

Novo Hamburgo, Campo Bom, São Leopoldo, Sapiranga e Rio Grande foram exemplos de manifestações pacíficas que levaram milhares de pessoas às ruas com pautas progressistas e com o sentimento de que o país precisa avançar cada vez mais. Em Porto Alegre e, na maior delas, Caxias do Sul que contou com cerca de 35 mil pessoas segundo a Brigada Militar, uma minoria causou transtornos, mas foram isolados pelos demais manifestantes.

Segundo o coordenador geral da União Estadual dos Estudantes (UEE Livre), Álvaro Lottermann, as manifestações não irão parar: "Queremos a destinação de 100% dos royalties do petróleo para a educação, para que possamos chegar ao investimento mínimo de 10% do PIB na área", afirmou.


sábado, 22 de junho de 2013

10 mil vão às ruas em Novo Hamburgo

Foto: Inézio Machado/GES
Cerca de 10 mil pessoas foram às ruas em Novo Hamburgo em passeata que se iniciou na Praça do Imigrante e paralisou por cerca de duas horas a rodovia BR 116. Entre as muitas reivindicações, estavam a melhoria no transporte público municipal e mais investimentos em educação.

Para o vice-presidente da União dos Estudantes de Novo Hamburgo, o estudante do 2º ano do Colégio Estadual 25 de Julho, João Alexandre da Cruz, a manifestação foi pacifica: "A juventude de Novo Hamburgo segue mobilizada em um protesto plural que é de todos", afirmou.

DCE Feevale quer assistência estudantil


Nesta quinta-feira (20), o Diretório Central dos Estudantes ( DCE Feevale) em parceria com os Diretórios Acadêmicos, entregou carta de reivindicações para o reitor Ramon Cunha.

Para o presidente do DCE, o acadêmico de jornalismo Tiago Morbach, o crescimento da Universidade Feevale precisa ser aproveitado e revertido em benefícios para os estudantes: "queremos avançar muito em uma política de assistência estudantil e não aceitamos retrocessos, como o fim das isenções no estacionamento", informou. "Além disso, queremos que este novo perfil de estudante, muitas vezes bolsista, tenha plena condição de permanência na universidade", concluiu.

Com o título "Entrar na universidade, permanecer e se formar - por um plano de Assistência Estudantil", a carta de reivindicações apresentou os 10 pontos elencados como prioritários para os estudantes, sendo eles: criação de departamento específico para as questões ligadas à Assistência Estudantil, retorno da isenção no estacionamento para bolsistas e monitores, tarifa única no estacionamento, auxílio ao transporte e moradia, abertura de Restaurante Universitário no campus I, atenção especial a bolsistas do ProUni e beneficiários de financiamento, auxílio em cursos de extensão e idiomas para bolsistas do ProUni que exercem monitoria, integração da linha do trem com a universidade e mais investimentos em pesquisa e extensão, além do imediato respeito à Lei da Meia Entrada pelo Teatro Feevale.

O reitor se demonstrou aberto ao diálogo e avaliará todas as propostas, marcando uma reunião com o grupo para dar o retorno a todas as reivindicações.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

"Pode chover, pode molhar, mas o Brasil eu vou mudar"

O dia de ontem ficará na história do Brasil como mais um grande episódio em que se observou grandes movimentos de massa. Só em Porto Alegre, foram 20 mil pessoas nas ruas, apesar da chuva insistente e do frio implacável. Segundo o jornal Metro, foram registradas manifestações em 80 cidades do país. A mídia tradicional deu um destaque nunca antes visto a estes movimentos, procurando ressaltar seu caráter apartidário. A Rede Globo inclusive deixou de exibir o capítulo da novela das oito para dedicar-se exclusivamente às manifestações, procurando contar a história sob a sua óptica, sempre servil aos interesses do capital. 


O ato de ontem em Porto Alegre foi claramente heterogêneo e sem uma direção central. A ausência dessa direção resultou em duas marchas distintas, que acabaram se encontrando na altura do viaduto entre a Duque de Caxias e a João Pessoa. Neste ponto, sob sinais de aprovação nas janelas, dentre elas as da Casa do estudante da UFRGS, foi possível constatar uma relativa unidade da caminhada com gritos de "vem pra rua vem contra o aumento", dentre outros. O apego a bandeiras do Brasil e do Rio Grande do Sul – bem como de seus hinos – também ficou bastante evidenciado.

Militantes com bandeiras de movimentos e partidos foram hostilizados em alguns pontos da jornada, mas predominou o clima de unidade. Estudantes e jovens empunhavam uma enorme faixa da União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES) pedindo "10% do PIB para a educação", que foi amplamente apoiada pelos manifestantes. Muito se ofereciam para segurar a faixa, na caminhada que rumou da João Pessoa para a Ipiranga. Mais atrás da faixa, observavam-se bandeiras da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). 

Optando pelo não confronto com a polícia, milhares tomaram a Lima e Silva gritando por mudanças no Brasil  

No entroncamento da Ipiranga com a Lima e Silva, um grande divisor de águas da jornada. Ao saber que 500 metros a frente o pelotão de choque guarnecia a sede do Jornal Zero Hora do Grupo RBS, dezenas de jovens liderados pela União da Juventude Socialista (UJS) decidiram fazer uma parada para avaliar a situação. "Não queremos violência e enfrentamento com a polícia", definiu a conferencia improvisada. O grosso da multidão, contudo, seguiu rumo ao enfrentamento iminente com a polícia, apesar dos gritos apelando para que não fizessem isso. 
Poucos minutos depois o apelo pela não violência começou a ser atendida por uma multidão considerável, que decidiu rumar pela Lima e Silva numa demonstração de manifestação pacífica. Enquanto a polícia defendia a RBS de maneira truculenta na Ipiranga, lançando bombas de gás lacrimogêneo em cima de milhares de manifestantes, mais de três mil pessoas tomaram a Lima e Silva rumo ao Largo Zumbi dos Palmares na capital gaucha, cantando o hino do Brasil e do Rio Grande do Sul, e palavras de ordem do tipo "pode chover, pode molhar, mas o Brasil eu vou mudar!", "um, dois, três, quatro, cinco, mil, não quero a cura gay, quero a cura do Brasil", "olê olê, olê olá, corrupção vai acabar, reforma política para o Brasil mudar", "o povo não esquece, abaixo a RBS", e "povo na rua qual é sua missão? 10% do PIB para educação". 

O coordenador da União Estadual de Estudantes Livres  (UEE-Livre) Álvaro Lotterman avalia que "A festa da juventude na rua, que apesar da chuva queria mudar o país, não vai ser calada pela violência policial, nem instrumentalizada pela direita golpista". O estudante referia-se às lamentáveis cenas de violência policial e os constrangimentos a vários militantes com bandeiras, que se repetiram em várias manifestações pelo país.  

Em São Paulo, o Movimento Passe Livre (MPL), um dos organizadores dos atos, se retirou 
do protesto na quinta (20), depois de perceberem a tentativa de partidos de direita de se apropriarem da mobilização e da agressão contra partidos de esquerda. "O MPL é um movimento social apartidário, mas não antipartidário", diz nota emitida ontem. O Movimento disse repudiar atos de violência contra partidos, informando inclusive que organizações partidárias construíram o movimento desde o começo. "Oportunismo é tentar exclui-la da luta que construímos junto", denuncia a nota. 

"Daqui de Porto Alegre, terra de chuva e de Fórum Social Mundial, demos ontem um recado à mída e a direita: NÃO PASSARÃO", disse Igor Pereira, secretário de juventude trabalhadora da CTB do Rio Grande do Sul, que segurou a faixa dos 10% do PIB para educação ontem todo o tempo com os estudantes. "A juventude demonstrou que pode fazer um ato pacífico e propositivo, pautando a reforma política, recursos para a educação, democratização da mídia, a luta por um estado laico e outras tantas bandeiras importantes. É claro que a mídia está tentando manipular e grupos de direita, com discurso antipartido, estão tentando desviar o foco, mas demonstramos que é possível contrapor esses grupos e propor a unidade do povo para avançar nas mudanças", afirmou. 

Fonte: Barão Gaúcho

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Mulheres se manifestam contra o Estatuto do Nascituro


A cidade de Porto Alegre, mais uma vez, foi cenário de protestos contra o Estatuto do Nascituro (PL478/2007), projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional e recentemente aprovado na Comissão de Finanças da Câmara federal. Considerado pela grande maioria das mulheres, uma verdadeira afronta aos direitos civis no Brasil. A caminhada pacífica ocorreu na tarde deste sábado (15), e chamou a atenção da população da capital gaúcha que transitava pelas redondezas.

O estatuto, em suma, prevê a proteção integral de embriões por meio da lei civil e penal do país e conforme os artigos 1, 2 e 25, por exemplo, fica proibido técnicas de reprodução assistida que auxiliam milhares de casais a gerarem novas vidas. Além disso, o PL, também chamado de bolsa estupro, visa entre outras medidas, o pagamento de um salário mínimo como pensão para filhos concebidos do ato de violência sexual.

Os diversos cartazes empunhados com frases “Direito ao nosso corpo”, “Nenhum direito a menos” e “Estado laico, já” entre outros, junto as vozes que repudiam o projeto absurdo , garantem que os manifestos não param por aqui. Dessa forma, as tantas bárbaries explicitadas no estatuto, que além de violar os direitos das mulheres, descumpre preceitos constitucionais e significa um verdadeiro retrocesso às conquistas alcançadas até o momento.

“Somos contra a onda fundamentalista orquestrada por representantes conservadores e conservadoras que defendem esse retrocesso. A bolsa estupro é uma barbárie inaceitável em pleno século 21. O estatuto do nascituro criminaliza as mulheres e protege os estupradores” ressaltou a integrante da União Brasileira de Mulheres (UBM), Silvana Conti.

As centenas de participantes manifestaram preocupação com o avanço de um tema tão polêmico e que contraria a opinião de integrantes e simpatizantes do movimento. Para tanto,  o histórico cultural machista, ainda predominante na sociedade, que desconhece e/ou ignora os direitos das mulheres traz à tona uma pauta recorrente nos movimentos sociais e também alerta os poderes públicos (executivo, legislativo e judiciário)nas futuras decisões, que desafia a todos e todas que trabalham pelo reconhecimento da luta emancipacionista e de igualdade de gênero no país.

De Porto Alegre
Priscila Rodrigues
Foto: Igor Pereira