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domingo, 9 de outubro de 2011

Porto Alegre: Concurso de fotos da UJS

Galera da gloriosa União da Juventude Socialista de Porto Alegre, está rolando um concurso fotográfico que você não pode ficar de fora...


O que é? Concurso da melhor foto da UJS POA

Onde? O concurso está ocorrendo no facebook
Veja link:

Como funciona?
Todos podem enviar fotos que possam ser identificadas como UJS POA até o dia 30 de novembro. As fotos podem ser enviadas para o e-mail ujs.poars@gmail.com ou postadas em seu perfil no facebook, com a marcação UJS POA demonstrando seu interesse pela participação.
A votação ocorrerá até o dia 20 de dezembro e o resultado sairá no dia 22 de dezembro.

Prêmio: Sua foto ficará no perfil do face e twitter da UJS POA durante o ano de 2012, podendo ser utilizado para fins publicitários e você ainda ganhará mais um brinde surpresa.

Atenção: Ao inscrever sua foto, você automaticamente concorda com a utilização da imagem pela UJS.

Não fique de fora dessa! Passeie pela capital gaúcha com sua bandeira da UJS e registre esses momentos com fotos maravilhosas!

Boa sorte!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Do telefone ao megafone, do Leopoldina à Sorbonne

Certamente a doméstica Maria da Graça e o eletricista Juarez Borges sonharam em ver os filhos na escola. Afinal, todos os trabalhadores sonham. Mas, provavelmente, os melhores sonhos não incluíam a seleção da filha mais velha para o Mestrado em Comunicação na Sorbonne, em Paris, na França.


Acervo Pessoal
Gisele Borges


Mas aconteceu. Gisele Borges, dirigente municipal e estadual do PCdoB decolou ao encontro do sonho há muitos anos, mas partiu para Paris no ultimo sábado, dia 1º.

Ela cresceu no Rubem Berta, na comunidade do Leopolina. Da Zona Norte, espaço de gente forte, que lutou pelo direito de morar, Gisele trouxe o jeito risonho, a paixão pelo samba. Depois da vida nas escolas públicas do Bairro, a mãe a obrigou a entrar no técnico de enfermagem. Talvez aquele fosse o mais longe que alguém da família ousasse se ver. Ela foi. Lá, com 18 anos, apostou com o primeiro namorado que sim, ela conseguiria um emprego. Pronto. conseguiu. Parou em uma companhia de seguros. Lá,uma colega de trabalho tinha duas propostas de emprego e indicou a Gi, como nós a conhecemos, para trabalhar como telefonista na sede estadual do Partido Comunista do Brasil em 2000.

Ela simpatizava com uma galera da UJS que vivia na sede do partido implorando ligações (controladas por motivos financeiros). Burlava regras para ajudar aos mais jovens, mas isso era pouco. Timidamente, começou a militar nas eleições de 2000, na campanha para vereador do Raul Carrion.

Em 2001 se filiou à UJS e em 2002 começou a militar de verdade. Tentou voltar para a enfermagem e teve a certeza de que não queria mais aquilo. Em 2004 entrou para a direção municipal da UJS Porto Alegre atuando na linha de frente da campanha da Manuela para vereadora.

Naquele ano, decidiu que ia realizar o sonho de entrar na universidade. “Entrar na universidade era um sonho. É engraçado, desde a infância via o estudo como alternativa, que através do estudo podia mudar a minha vida”, conta Gi. Foi lá e fez, pois não conhecia o impossível. UNIVERSITÁRIA. Publicidade na Unisinos.

Em 2005 ingressa na equipe do mandato de vereadora que ajudara a construir, o da Manuela. Séria, competente, batalhadora teve muitas tarefas. Das escolas à chefia de gabinete foi uma caminhada. E ela chegou lá na equipe do mandato de deputada federal.

Em 2008, Gisele foi candidata a vereadora, obtendo 2.698 votos, ficando na segunda suplência. Formou-se em publicidade na Unisinos em 2009, de onde partiu seu projeto de estudar a Empresa Brasil de Comunicação – EBC

Em 2009, quando estava concluindo PP e cursava ciências sociais na UFRGS já sonhava com o mestrado. “Meu orientador sugeriu que eu seguisse estudando. Passei no mestrado da Unisinos, mas não consegui bolsa. Decidi que iria fazer mestrado na UFRGS."

Em 2010 começou especialização na PUC em Planejamento de Comunicação e Gestão de Crise de Imagem, e durante o curso decidiu que queria atuar na vida acadêmica e quis mudar a forma da sua militância, não mais atuando no mandato. “O processo de seguir pela vida acadêmica não é uma decisão, é um projeto e passa por dividir um pouco o conhecimento. se é o conhecimento que pode proporcionar mudanças, ele precisa ser de todos. Isso eu aprendi com a UJS, conhecendo pessoas, lugares e acreditando em sonhos. Acho que eu consegui seguir meu sonho"."
Conseguiu. Está na Sorbonne.

"Meu projeto é sobre a EBC, sobre a consolidação da EBC, porque ela não consegue se constituir como uma empresa de telecomunicação capaz de formar outro tipo de opinião na formação dos brasileiros? Como, por exemplo, a EBC faz em Londres. Buscar saídas para o sistema público de comunicação no Brasil, de forma viável, diferente das TVs educativas”

"engraçado, ainda não caiu a ficha" diz Gisele.



É...ela nasceu no Rubem Berta, atendia ao telefone, conduziu passeatas em megafones, e agora estuda na mesma universidade de Sartre e Lévi-Strauss.

Essa é Gisele.

Por Manuela D'Ávila e Cristina Ely

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Um dia para entrar na história: aprovado Estatuto da Juventude

Do voto aos 16 ao Estatuto da Juventude. A UJS sempre presente nas conquistas dos jovens brasileiros.


O PL 4529/2004, que trata do Estatuto da Juventude, foi aprovado hoje, no início da tarde, no Congresso. O texto é o substitutivo da relatora do PL, deputada Manuela d'Ávila. "Aprovar o estatuto é um passo muito importante que o Brasil dá na garantia de direitos aos nossos jovens, que são, hoje, mais de 55 milhões e que, mais do que incentivos, precisam de políticas públicas", disse a relatora.

O texto de Manuela prevê transporte público gratuito para os estudantes e meia passagem nos transportes interestadual e intermunicipal para os jovens de 15 a 29 anos. Esses benefícios serão subsidiados pelo governo para evitar reajuste de tarifa.

O estatuto assegura, ainda, uma série de direitos, como meia-entrada para estudantes em eventos culturais e de lazer e financiamento estudantil em faculdades privadas reconhecidas pelo Ministério da Educação. O texto também prevê ações afirmativas para garantir o acesso ao ensino superior a jovens negros, indígenas, com deficiência e oriundos de escola pública. Em Porto Alegre, Manuela aprovou a lei da meia-entrada. "Conseguimos introduzir esse benefício em Porto Alegre em 2005. Agora é preciso levá-la ao país todo porque é uma necessidade e o acesso à cultura, por exemplo, é um direito", defende Manuela.

Sistema Nacional da Juventude
Para Manuela, um dos pontos mais importantes do estatuto é a criação do Sistema Nacional da Juventude, que trata da gestão de recursos para políticas específicas. “Para além da sistematização de direitos e deveres, o estatuto torna as políticas da juventude uma questão de Estado, com um sistema próprio e com recursos próprios”, destacou.

No link a seguir, faça o download do texto completo aprovado hoje: http://www.manuela.org.br/downloads.html


Fonte: www.manuela.org.br

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Os avanços da nova lei do estágio

Aprender: essa é a função essencial dos estágios.

O estágio é o espaço adequado e pensado para que os alunos aliem o ensino e a profissionalização, para que tenham conhecimento das áreas de trabalho, para que possam fazer escolhas mais bem pensadas. Estágio não é e não pode, jamais, ser pensado como uma forma de exploração de trabalho e mão de obra barata. A visão do estagiário como mão de obra barata, no entanto, só foi superada após a sanção da Nova Lei do Estágio, em 2008. A lei foi criada, portanto, para regrar algo essencial para a capacitação dos estudantes e, por conseguinte, dos profissionais que irão para o mercado de trabalho. Para que o Brasil cresça e se consolide como uma das principais economias do mundo, é preciso investir em educação – isso é consenso.

Combinar estudo e aprendizado faz parte desse processo, pois alia dois importantes e decisivos fatores: a qualificação e a garantia da mão de obra e o combate à evasão escolar. Antes da nova lei, as vagas de estágio eram usadas simplesmente para burlar os direitos dos trabalhadores. Esse, por necessidade, recisava se sujeitar a trabalhar sem regulamentação e direitos. Ao burlar a CLT, os empregadores aumentavam, sim, seu lucro, mas por pouco tempo. Em uma análise mais profunda, as perdas eram maiores. Ao regulamentar a lei, separa-se o estágio do trabalho e cada espaço fica destinado a quem cabe.

Mudanças e avanços

Um dos principais avanços da nova lei é a consideração do estágio como ele deveria ter sido sempre visto, ou seja, como um ato educativo supervisionado. A lei determina que o estudante conte com a supervisão de um profissional da área. Mais, determina a carga horária compatível com a sua atividade escolar, afinal, se o fim é educativo, ele não pode prejudicar o andamento dos estudos em função das atividades extra-curriculares.

Outra mudança foi a criação do direito a seguro contra acidentes, do auxilio transporte obrigatório e o recesso remunerado de trinta dias. Na prática, isso significa que os estudantes têm garantias de poder desempenhar suas atividades sem risco. Caso haja algum acidente, terão assistência garantida. Além disso, a garantia do transporte impede o abando escolar porque muitos pagavam da sua remuneração o seu transporte e faltava recursos para irem a escola ou faculdade. E o recesso garante o justo descanso, que todos precisam para um melhor desempenho tanto nos estudos quanto nas atividades extracurriculares ou de trabalho. Para os empresários, a nova lei trouxe mais segurança. Àqueles que ofertam as vagas aos estagiários (e aqui mais um avanço, profissionais liberais passaram a poder contratar) há, sem dúvida, maior segurança jurídica para novas contratações. Sem essa regulamentação, ficavam sujeitos a processos que, em alguns casos, não condiziam com a realidade.

Debate

Contestar a nova lei é legítimo, desde que sejam analisados todos os resultados da sua aplicação e o momento econômico que vivemos. O resultado preciso da lei aponta estudantes mais dedicados aos estudos e mais bem preparados para o mercado de trabalho, pois os estágios são realizados sob supervisão e os alunos não trocam o estudo pelo trabalho. Ganha o país e sua economia, que se desenvolve melhor com melhores profissionais e com perspectiva de futuro. Quanto ao número de vagas,
os estágios de nível superior, por exemplo, aumentaram de 715 para 740 mil vagas.

Mas, se o número de vagas é semelhante a 2007, é preciso levar em consideração, quantos milhares de trabalhadores eram considerados “estagiários” e, com a mudança da lei, passaram a ocupar seu lugar de fato e de direito, de trabalhador, com direitos garantidos. Segundo a Abres (Associação Brasileira de Estágios), o estágio é o maior instrumento de inserção do jovem no mercado de trabalho. Afirmar que “estagiários são aprendizes que não sabem absolutamente nada” é, portanto, uma afronta aqueles que estão construindo seu aprendizado e são o presente e o futuro do Brasil.

domingo, 2 de outubro de 2011

75 anos de cara pintada de Brasil, UNE somos nós, nosso samba, nossa voz

Confira em primeira mão a letra e a melodia do samba enredo da Imperatriz Dona Leopoldina de Porto Alegre/RS, que neste ano homenageia a União Nacional dos Estudantes.

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75 ANOS DE CARA PINTADA DE BRASIL

“UNE somos nós, nosso Samba, nossa Voz!”
Autores: Emerson Dias, Mingau e Andy Lee



Minha coroa faz você tremer
Meu pavilhão é que me faz chorar
No samba, hoje a UNE somos nós
Comunidade Imperatriz é nossa voz

Avante, a nossa marcha começou
Coragem é a vanguarda juvenil
Em tempos de mexer balangandãs
Buscavam esperança pro Brasil
Na fé vão quebrando barreiras
A “PAZ” era a sua bandeira
Rebelde sim, de coração
O que é nosso ninguém tira, vale ouro
Legalidade, liberdade de expressão

Do Mané pro Pelé a galera gritou.. É gol, é gol!
Um estilo dançante tão lindo surgiu
Dos anos dourados, a lembrança ficou
A força da União Estudantil

Tormenta, repressão, tirania... o povo não agüenta
Do lado mais fraco a corda arrebenta
Um clamor pelas ruas se fez ecoar
Caminhando, cantando, seguindo a canção
Somos todos soldados, armados ou não
Quero seguir... é proibido proibir
De cara pintada meu anseio é maior
E mostro a cara pro futuro ser melhor
O tempo não pára, o sol vai nascer
Sou um guerreiro LEOPOLDINA até morrer


Do blog Igor de Fato

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

UENH: Quem tem medo da democracia?

O primeiro secretário da União dos Estudantes de Novo Hamburgo, Rafael Beck, utilizou a tribuna da câmara de vereadores nesta quinta feira, 29 de setembro, para falar sobre um tema que tem tomado as páginas dos jornais da cidade: o número de vereadores.

Atualmente, Novo Hamburgo conta com 14 vereadores sendo que a lei orgânica do município define em 21. Segundo Rafael o debate tem sido apresentado à sociedade hamburguense de forma unilateral, sem espaço para o contraditório. Além disso, afirma que quando os veículos de comunicação afirmam que fixar o número de vereadores em 21 significa um grande desperdício de dinheiro público, a real intensão está sendo mascarada. "a tentativa é impedir o povo de ser realmente representado. A quem interessa menos vereadores fiscalizando a prefeitura? A quem interessa que negros, mulheres, cidadãos LGBT e jovens não estejam representados? Quem aqui tem medo da democracia?", perguntou.
"Se o debate fica em torno dos gastos, topamos debater isso também. Podemos limitar as viagens, diminuir o salário dos vereadores e ainda, diminuir o número de assessores, já que a câmara deve ser representatividade e não emprego", afirmou o jovem.

Após o pronunciamento, alguns jornalistas atacavam a entidade dos estudantes hamburguenses através do twitter e por blogs. Um deles chegou a fazer analogia com a palavra de ordem dos estudantes na jornada de lutas em março, onde diziam que a passagem de ônibus está mais cara do que a maconha.
A diretora da UBES, Ana Carolini interroga "ter mais facilidade em encontrar algum tipo de droga do que chegar a escola é um problema social. Para o jornalista os estudantes devem se ausentar deste debate também?"
O jornalista finaliza o artigo "Estudantes, maconha e 21 vereadores" com a afirmação: "no passado estudantes lutavam pela democracia, pelo fora Collor, pela ética na política. Hoje, a luta é para colocar mais políticos dentro da câmara. É a geração twitter, orkut e facebook, democraticamente, se manifestando".

E democraticamente, a juventude está se manifestando, respondendo ao jornalista através do twitter @MartinBehrend que a juventude não tem medo da democracia.