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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

UJS repudia carta com falsas acusações

A União da Juventude Socialista (UJS) do Rio Grande do Sul repudia carta de autoria de um funcionário da prefeitura de Alvorada que se referia a suposta arrecadação irregular para campanha do PCdoB.

Consideramos que a falsa denúncia tem apenas como objetivo atingir as conquistas alcançadas recentemente pela entidade ao lado da Deputada Federal Manuela d'Ávila, como a aprovação do Estatuto da Juventude, resultado de uma das maiores mobilizações de nossa geração. Além disso, temos convicção que existe uma tentativa de desestabilizar a pré candidatura de Manuela, justo no momento em que a deputada é apontada como favorita nas pesquisas de intenção de voto.

Manuela e seu partido, o PCdoB, irão interpelar judicialmente os envolvidos neste episódio.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Contra golpe midiático UJS se mobiliza no twitter


A UJS realizou campanha que tomou conta do twitter no país inteiro, neste domingo (16), após a Revista Veja ter publicado reportagem sobre supostas irregularidades no ministério. Com a hashtag #SouOrlandoSouBrasil, os brasileiros levaram o assunto aos Trending Topics ( TTs, temas mais comentados na rede social) do Brasil e do mundo.

O twitaço foi convocado neste domingo (16) pela União da Juventude Socialista (UJS) e começou por volta das 20h30. Em pouco tempo, o tema já aparecia no Twitter como o número um na lista dos mais mencionados no Brasil, e chegou a ocupar o quarto lugar no ranking mundial.

Em Porto Alegre a hashtag #VejaMente também foi a mais comentada, logo seguida por #SouOrlandoSouBrasil.

A tag #SouOrlandoSouBrasil recebia cerca de 12 mensagens a cada minuto. "Tem gente que não suporta a ideia de um negro, nordestino e ainda por cima comunista em espaços de poder!", escreveu a tuiteira @lemos_monique.

Durante a mobilização teve até espaço para brincar sobre a falta de credibilidade da grande imprensa. @luiza_bezerra escreveu: "Fantástico volta a carga contra o #PCdoB! Estão foda hein camaradas? #SouOrlandoSouBrasil"

Já @belasquem_ujs colocou em seu perfil a foto do ministro e escreveu: "A foto do meu perfil é de um homem sério, honesto, que luta pelo Brasil e pelo esporte brasileiro: @OrlandoSilva_Jr #SouOrlandoSouBrasil.

A estudante da PUCRS, @doraujs não escondeu sua indignação: "Se for preciso iremos para a rua, ergueremos nossas placas e gritaremos nos nossos megafones: #SouOrlandoSouBrasil.

De acordo com o diretor de Comunicação da UJS, Ismael Cardoso, a ideia é retomar o twitaço quando Orlando Silva for prestar depoimento em uma das comissões da Câmara ou do Senado, data que ainda não foi estabelecida.


Debate sobre AI-5 digital reune estudantes da PUCRS




A faculdade de comunicação da Pucrs, a Famecos, recebeu nesta segunda (10/10/11) o Debate sobre o AI-5 Digital, que trouxe à mesa a Deputada Manuela D’Ávila, o coordenador do Gabinete Digital do RS Fabrício Solagna e o professor especialista em Jornalismo Digital Marcelo Träsel. A atividade teve grande participação dos alunos da universidade, que lotaram o auditório.


Fabrício Solagna fez uma exposição explicando os problemas deste projeto, e apresentou também um vídeo sobre o #globalchange, movimento de luta organizado pela internet em muitos países. Explicou aos estudantes a dimensão do projeto do Sen. Azeredo, que se colocado em prática multaria e aplicaria sanções a pelo menos 900 mil pessoas no Brasil. Fabrício terminou sua fala com a seguinte frase: “Se o século XX foi marcado pela consolidação dos direitos do cidadão em sociedade o século XXI será o da consolidação da cidadania Digital”.


A Deputada Manuela, começou sua fala mostrando números do crescimento da informação digital no país. Defendeu que a informação deve ser democratizada a cada dia, levando a todos os brasileiros o acesso pleno. Falou da importância das redes sociais desde notícias até o movimento estudantil. Manuela deixou bem claro que o mundo virtual é o braço do crime e não o crime. Crimes como a pedofilia e o roubo já existiam, só que agora há novos meios de propagação, como a internet. Disse também que seguidamente conversa com a polícia sobre isso, e o que dizem a ela é que as polícias brasileiras não estão preparadas para esse tipo de ataque, e que não há um grande projeto de proteção às redes de internet brasileira. Afirmou ser contra a Lei do AI-5, pois limita, censura e inibe o único meio de liberdade de expressão usado por muitas pessoas.


O professor Marcelo Träsel deu sua opinião sobre o assunto, deixou claro ser contra o projeto e explicou como fala do mesmo para os alunos. Disse à frase que foi muito comentada no debate: tudo o que não é cooptado é perseguido. Fazendo alusão às empresas que vendem internet e são contra a democratização da mesma, como as lan houses e as internets Wi-Fi compartilhadas.


O debate prosseguiu abrindo perguntas e intervenções dos alunos, sendo todos devidamente respondidos. Manuela D’Ávila enfatizou sua trajetória iniciada no movimento estudantil na universidade baseado na seriedade e compromisso com os estudantes.


A atividade fez parte do processo de Conferências de Juventude e foi organizado pela UEE Livre e UNE.





De Porto Alegre, por Isadora Dias Vargas, estudante de direito PUCRS – bolsista do ProUni, diretora da UEE Livre RS e Túlio Casali, estudante de Ciências Sociais PUCRS, membro da direção municipal da UJS.

sábado, 15 de outubro de 2011

Deputada Manuela: A Copa das Confederações

O Rio Grande perdeu a Copa das Confederações por muitos motivos. O principal foi a não assinatura do contrato entre o Inter e a Andrade Gutierrez. Fiz e fizemos toda a pressão para entender o porquê da demora. E, claro, para que eles acelerassem. O fizemos pelo impacto gigantesco na economia do Estado e da cidade de Porto Alegre. Não pelo meu clube. Até porque, como torcedora, não vejo grandes avanços em receber a Copa e, sim, em aproveitar os incentivos para reformar estádio. Agora, como porto-alegrense, queria muito os 50 mil turistas que perdemos. Mais, queria a chance de poder consolidar nossa cidade como capital do Mercosul (tão falada e tão pouco projetada como tal).

Mas, dizer que perdemos a Copa por causa da pressão para o contrato ser assinado é no mínimo algo irracional. Oi? Quem tentou resolver vira culpado? A situação dada era: ou o Inter sedia os jogos, ou Porto Alegre perde a Copa.

Se fosse simples indicar a Arena e se o problema fosse eu ser colorada vocês não acham que o Prefeito (conselheiro do grêmio) já teria indicado?

Se houvesse essa possibilidade, todos teríamos feito, porque queremos a Copa em Porto Alegre, para Porto Alegre crescer.

Pensem: Quais eram as outras capitais? Quais interesses envolvidos na realização e não realização de obras? Como está a situação dos envolvidos?

Ou seja... Sejamos realistas: o Inter teve problemas, a CBF e a FIFA fizeram outra escolha. Olhem a floresta inteira e não apenas a árvore.

Nessa disputa, pelo que vejo, o que menos contou foi o futebol.


Por Manuela d'Ávila, deputada federal

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Luta pela meia-entrada nos jogos da Copa "ganha corpo"

Na última sexta-feira (7), a Fifa tornou público um documento no qual elencou nove pontos em que deseja ser soberana durante a Copa. A ideia é que as exigências virem lei. Os nove pontos do documento são controle de entrada e permanência nos estádios; ingressos; segurança; consumo e comercialização nos estádios; zona de restrição da Fifa; publicidade; proteção aos direitos comerciais da Fifa; nomes dos estádios; e realização de grandes eventos durante o Mundial.
As exigências da Fifa provocaram reação de vários parlamentares. Nesta segunda-feira (10) foi a vez do ex-atacante e atual deputado federal Romário (PSB-RJ) se manifestar sobre a situação, engrossando o coro de críticas contra a Fifa.
"A Fifa tem que respeitar a soberania das leis brasileiras e abrir mão de alguns milhões de reais de forma a garantir uma Copa do Mundo social, e não voltada apenas para os ricos, em 2014", afirmou.
E continuou: "Se não colocar a Fifa no seu determinado lugar, daqui a pouco a Fifa está mandando mais que a nossa presidente e a Copa vai ser do jeito que a Fifa quer e não como a gente tem que fazer", disse ainda Romário, que é vice-presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara, a jornalistas antes de participar de um debate na Assembleia Legislativa do Estado do Rio.
Após encontro da presidente Dilma Rousseff com autoridades da Fifa em Bruxelas, na semana passada, uma equipe da federação estará no Brasil nos próximos dias para um novo encontro em que serão examinadas as divergências.
Viés social
Romário afirmou que não se pode pensar num Mundial de 2014 como se o evento fosse ser realizado em um país de primeiro mundo, e cobrou da Fifa a realização de uma competição com um viés social.
"A conta feita pela Fifa é que com a lei da meia-entrada eles perderiam 180 milhões (de reais), ou deixariam de ganhar. Nós não temos que pagar isso. A Fifa poderia ganhar um pouco menos para que o brasileiro possa participar", disse.
"Tem que respeitar o estatuto do idoso, do torcedor e do estudante. A Fifa tem que entender que as coisas mudam e não são mais como eram na assinatura do protocolo (de candidatura do Brasil para a Copa). Agora é assim e a Fifa tem que entender", afirmou.
De Brasília
Com agências

Deputada Manuela: Meia-entrada e uma verdade inteira

A aprovação do Estatuto da Juventude na Câmara e, particularmente, do artigo que versa sobre meia-entrada tem gerado algumas críticas que, por estarem baseadas em meias verdades, geram uma percepção errada da lei e das suas consequências. Para esclarecer a questão da meia-entrada, é preciso tratar da verdade inteira sobre o projeto.

Em primeiro lugar, a lei estabelece meia-entrada tão somente para os jovens estudantes até 29 anos, e não para todos os jovens, como muitos editoriais de imprensa fazem parecer ser. Cerca de 88% dos jovens que frequentam a escola em algum nível pertencem às classes C, D e E.

Em segundo lugar, o projeto simplesmente regulamenta uma lei que já existe nos 11 Estados que são os maiores centros de consumo cultural do Brasil e, mais do que isso, sem limite de idade. Ou seja, esse direito já existe e a economia brasileira já o subsidia. O estatuto simplesmente regulamenta nacionalmente a lei, estabelecendo, inclusive, um limite de idade.

Na prática, a lei não implica nenhuma “conta a mais” para o consumidor, mas o inverso. A cultura é um direito básico e um bem que tem de ser acessível a todos, a eles também.

Esclarecido que não há “nenhuma conta extra a pagar”, o mais importante é o mérito do projeto. Os países mais avançados, não por acaso, são os que mantêm mais tempo os seus jovens na escola e nas universidades. Fazer isso no Brasil e praticar a educação integral significa não só manter o estudante dentro do espaço físico das escolas, mas, também, construir – num país ainda pobre – um conjunto de incentivos e facilitadores para que o estudante conclua todo o ciclo de estudos.

Por isso, existem a meia-passagem estudantil e as bolsas de Ensino Médio, de graduação e pós-graduação (vejam o exitoso programa Universidade para Todos – ProUni). Por isso, também, o Bolsa-Família é vinculado à permanência das crianças na escola.

O acesso à cultura – inclusive aos espetáculos de excelência que têm preços inacessíveis para quem estuda – é um desses incentivos. Ver ao vivo João Gilberto ou Fernanda Montenegro não pode ser um privilégio de elite. Eles são patrimônio da cultura brasileira e devem, por isso, ser acessíveis a todos.

Como garantimos isso? Através de subsídio do Estado (evitando que espetáculos financiados através de incentivo fiscal tenham preços inacessíveis) ou do sistema de cotas (estipulando um limite de meias-entradas nos espetáculos). Estas saídas estamos construindo para tirar a conta do consumidor direto de cultura!

Outro aspecto importante: o estatuto – que regulamenta inúmeros direitos importantes para a juventude – não é obra de uma única deputada. Foi aprovado pela unanimidade do Congresso, produzindo, inclusive, consensos entre a bancada evangélica e os defensores dos direitos homoafetivos.

Uma lei que nasce de um processo assim não pode ser caricaturizada como produto da pressão de “claques estudantis”. Pelo contrário, ela é exemplo de diálogo no melhor espírito republicano, sem envolver barganhas, cargos ou emendas. Tanto que o projeto foi consensual justamente por ter sido aquele com maior participação popular da história da Câmara.

Por Manuela d'Ávila

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Deputada Manuela fala sobre o Estatuto da Juventude

Qual Juventude? Que juventude?



É comum lermos formulações sobre os gargalos do desenvolvimento do Brasil. Não há estudo ou matéria jornalística que não elenque o tema da formação educacional e qualificação profissional dos jovens como problema a ser enfrentado para o Brasil crescer de maneira sustentável. É também comum vermos jovens estampados nas capas dos jornais em matérias sobre tráfico e consumo de drogas ou violência urbana. Adolescentes assassinos rendem semanas de campanha pela redução da maioridade penal. Mau desempenho brasileiro nas avaliações educacionais também. Mas, concretamente, que projeto temos para a juventude brasileira e o que a juventude quer para si?

Abaixo discorro sobre polêmicas envolvendo o recém aprovado Estatuto da Juventude. Fiquei surpresa com o impacto de sua aprovação na mídia. Mais ainda com o ataque a essa legislação que trata de enfrentar problemas tantas vezes denunciados pela própria mídia. Vou às questões.

-de onde surgiu esse relatório?

O projeto aprovado tramita a sete anos na Câmara. Foi objeto de duas comissões especiais. Ambas foram presididas pelo deputado Tucano Lobbe Neto e relatadas pelo deputado Reginaldo Lopes e depois por mim.

Esse relatório foi construído por mais de vinte deputados e contou com a MAIOR PARTICIPAÇÃO POPULAR DA HISTÓRIA (com base no portal edemocracia). Depois disso, o Plenário da câmara aprovou por unanimidade. Ou seja, todos os deputados concordaram.
Não existe o relatório da Manuela. Ele é da Câmara.

- Jovem até os 29?!?

Segundo a ONU são jovens aqueles com até 29 anos de idade. Como e por quê? Juventude é fase construída socialmente. E a principal característica é ser a etapa de preparação para a vida que levaremos por todo o período em que seremos adultos. Por isso, o recém aprovado Estatuto da juventude trabalha com três momentos: jovens adolescentes, jovens e jovens adultos. Não são todos iguais. Mas são etapas complementares preparatórias para a vida adulta.

Esse é o reconhecimento por parte do Estado de que existe sim uma fase preparatória, que essa fase é distinta. Como é distinta a vida adulta ou a terceira idade.

-quais direitos?

O Estatuto conta com mais de 40 artigos. Uma parte de direitos e outra de consolidação do sistema nacional de juventude (deixando de ser vontade de governos e passando a ser de Estado).

A primeira parte chamou atenção pela meia entrada. As demais foram solenemente ignoradas pela mídia.



Vejam só:

A meia entrada tomou essa proporção em função das negociações com a FIFA. Mas seria correto o congresso parar de fazer leis em função de 40 dias de evento? Não. Além disso, a parte é genérica, deixando claro que precisaremos regulamentar. Um debate inicial! Terá subsidio? Eu defendo que sim. Como será executado? Temos que discutir. Mas não é brincadeira. Basta dizer que a meia entrada pode voltar que os ataques são cruéis. Como se fosse um CRIME garantir a educação integral para a juventude. Mas não é dessa juventude que cobramos qualificação, formação, nível intelectual? Acaso sabemos que a maior parte não frequenta estabelecimentos culturais por falta de dinheiro?

Acho super justa a preocupação com elevação de preços para os demais. Por isso defendo subsidio. Mas não seria legal os jornalistas terem me perguntado?

A segunda polêmica girou em torno da meia passagem. Acaso não sabem que grande parte da evasão escolar é por causa do transporte? Acaso não sabem que a lei não garantia transporte para ensino médio e superior? Acaso não sabem que a medida que garantimos vagas em escolas técnicas e ensino superior (com ProUni, por exemplo) aumenta a problema desses jovens com transporte público? Acaso leram o texto? Não me parece.

Enquanto isso A aprovação do Estatuto, além do que representa para a juventude do País, representa um grande avanço e mostra a superação de um antigo entrave.

Falo do acordo inédito que construímos entre a bancada evangélica e a bancada que defende os direitos da comunidade LGBT no Congresso.

A aprovação do texto – elaborado com todas as bancadas e aprovado com consenso – permitiu que, pela primeira vez na história da Câmara, viabilizássemos um acordo entre as duas bancadas.

O concerto que conquistamos – com muito diálogo, interlocução, que representa e respeita o que defendem os dois grupos – vira uma página da nossa história. O resultado: superamos antigas barreiras e mantivemos no texto o combate ao preconceito e a inclusão da educação sexual nas escolas. Ou seja, garantimos constitucionalmente – também pela primeira vez – direitos para a comunidade LGBT.

Evangélicos e comunidade LGBT chegaram a um entendimento que nos conduz a um novo patamar em função de um objetivo maior e comum a todos: reconhecer a importância do Estado garantir direitos e políticas públicas para os jovens brasileiros.

Quem viu isso? Quem deu essa notícia? Não li.
Por isso gente, peço atenção ao que lêem. Enfrentar interesses poderosos não é fácil.
E, estranhamente, quando surge uma legislação que não trata aos jovens como bandidos ou marginais muitos caem em cima. Pensem. Porque será?
Que juventude querem? Eu quero aquela livre!

Por Manuela D’ Avila em seu blog Bola de Meia Bola de Gude