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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Nota sobre as manifestações do dia 9 de janeiro

Com relação à nota divulgada pela Juventude do PDT, a União da Juventude Socialista (UJS) esclarece que a manifestação nas redes sociais ocorrida no dia da posse do prefeito em exercício Mauro Zacher não tem caráter eleitoral.

A UJS reitera que não foram feitas acusações nem ataques e, sim, levantadas questões que já foram pautadas pela imprensa gaúcha, como o inquérito sobre irregularidades na gestão do Projovem de Porto Alegre, que culminaram no indiciamento de nove pessoas, entre os quais está Zacher. O que queremos é o esclarecimento de fatos que ainda exigem uma postura transparente e elucidativa daquele que, hoje, ocupa o cargo mais importante da política municipal e que comandará a Câmara de Vereadores da capital gaúcha.

A juventude sempre teve papel protagonista na vida política do Brasil e não se pode, portanto, isolar fatos ou torná-los eleitorais quando apenas cumprem o seu papel na busca de explicações e da transparência que a política exige. Em Porto Alegre não tem sido – e não será – diferente. Nesse sentido, a UJS considera leviano caracterizar o debate como acusações de um segmento ou um partido, pois tratar o fato como antecipação de um pleito é não ter compromisso com a juventude e a cidade.



União da Juventude Socialista

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A política de Porto Alegre em péssimas mãos



Com o uso da internet e das redes sociais, em especial, o brasileiro busca cada vez uma característica na política: a transparência. Mesmo com mudanças não tão significativas em número, o impacto das mudanças que a tecnologia vem provocando é grande.

Paradoxalmente a isso, Porto Alegre, que já foi tão procurada pelo vanguardismo, caminha na contramão dessas mudanças. Alguns exemplos comprovam isso. Procuremos no site da prefeitura informações referente ao orçamento e nada. Procuremos um e-mail para entrar em contato com o prefeito, e nada. Também pudera: nesses primeiros dias de janeiro de 2012 temos no comando da nossa cidade dois prefeitos que não foram eleitos pelos porto-alegrenses.

O mais grave, porém, é que, enquanto o mundo busca transparência, Porto Alegre fica sob comando de um prefeito cujos predicados contrapõem-se à transparência e à prática da boa política.

O vereador Mauro Zacher assumiu o comando da Câmara de Vereadores, no dia 02 de janeiro, cobrando prestação de contas do Executivo municipal. Seria, sem dúvida, uma grande notícia essa, se não estivesse associada a um político que tem na sua trajetória marcas que são opostas à transparência e prestação de contas.

Mais recentemente, Zacher foi indiciado pela polícia federal em função de sua atuação no Projovem.

Curioso é o fato de que, o mesmo vereador que pede transparência nas contas do governo municipal, entrou na Justiça pedindo que o Google bloqueasse resultados de buscas pelo seu nome. “Danos a sua honra” – alegação base do pedido – provocam as ações do vereador, não a sua divulgação. Felizmente a justiça de Porto Alegre negou o pedido.

E por que Zacher pediu isso de fato? Pelas notícias de seu indiciamento pela polícia federal. Cerceando a liberdade de expressão – lembremos que manifestantes foram impedidos de presenciar a sua posse na presidência da Câmara – o prefeito interino de Porto Alegre e ex-titular da Secretaria Municipal da Juventude (SMJ) de Porto Alegre é um dos indiciados no inquérito que apura irregularidades no Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem).

O programa é destinado à qualificação profissional de jovens em todo o País, com recursos do Ministério do Trabalho. A verba fica sob responsabilidade da SMJ, que foi comandada por Zacher entre 2005 e 2007. Ora, desviar dinheiro que é destinado a cuidar não apenas do presente, mas do futuro da cidade de Porto Alegre é um absurdo. Hoje o Brasil vive um período em que a nossa pirâmide etária concentra uma ampla maioria de jovens, com mais de 50 milhões de jovens. Porém, se não os capacitarmos, teremos, em breve, uma pirâmide invertida, com adultos não preparados para o trabalho. O resultado todos sabem, basta ver as crises que muitos países enfrentam com o envelhecimento das suas populações.


Lembrando... Mauro Zacher é do PDT, mesmo partido de José Fortunati


Pois o que questionamos aqui é isso: qual a transparência que Zacher irá impor em sua gestão? Como avaliar e cobrar prestação de contas de um município, quando ele sequer soube prestar contas de sua gestão na SMJ? Porto Alegre merece ter um prefeito – mesmo que interino – indiciado pela polícia federal?

#poamerecemais



domingo, 8 de janeiro de 2012

Rio Grande: Os motivos da indignação

Há dias jovens da cidade de Rio Grande se mobilizam contra o aumento das passagens.

GURIZADA, SEGUINTE. Nesta semana, a cidade do Rio Grande presenciou momentos de indignação e revolta da população, em virtude do anúncio do reajuste na tarifa do trasporte coletivo na cidade. De fato, o aumento previsto de R$ 0.30 centavos, caso seja homologado pelo prefeito, vai pesar, e muito, nos apertados orçamentos das famílias papareias. Mas, mesmo que o valor do mesmo não seja este, qualquer reajuste que aconteça na tarifa é injustificado. E tenho três razões simples para acreditar nisso.


1ª - A Integração do Sistema de Trasporte Coletivo: A implantação do sistema de trasporte integrado reduziu drasticamente o número de linhas de ônibus na cidade, e as que permaneceram tiveram seus itinerários encurtados. Com isso, a frota de ônibus circulando ficou menor e o custo de operação com os carros restantes em circulação também diminuiu. Por consequência, o gasto com o transporte público ficou infinitamente menor, e isto deveria acarretar, de maneira lógica, na redução da tarifa. Mas o que presenciamos, porém, é o segundo reajuste no preço da passagem desde o Sistema Integrado passou a vigorar na cidade

2º - A inflação: Os preços dos insumos ao trasporte (gasolina, pneus...) subiram este ano, de acordo com o IGP-M, 6.55%. Porém, com aumento anunciado, a passagem subiria 12.77%, sendo que o reajuste solicitado pelas empresas foi de 27.65%! Visto que a integração reduziu custos, um aumento da tarifa ACIMA da inflação torna-se mais irracional ainda.

3º Os gastos: Rio Grande é uma cidade plana, ou seja, os gastos com manutenção dos ônibus são menores, consomem menos combustível, diferente da maioria das cidades do estado. Os estudantes na cidade tem seu passe escolar restrito, diferente da maioria das cidades do estado, onde o passe escolar é de livre uso. Os idosos em Rio Grande só se beneficiam da gratuidade a partir dos 65, diferente da maioria das cidades do estado, onde a gratuidade vale a partir dos 60. Tudo isso com a desculpa de manter o preço da tarifa, mas então por que Rio Grande terá uma das passagens mais caras do PAÍS com esse reajuste?


Muitas perguntas, mas apenas uma certeza. Um reajuste como esse servirá apenas para engordar os cofres das empresas de trasporte na cidade. Daí levanto outro questionamento: À quem serve, em ano eleitoral, que estas empresas estejam com os cofres cheios? Estas empresas financiam as campanhas eleitorais de quem? Que fique para reflexão...


Nessa história toda, o que se tira de bom é a indignação do povo rio-grandino, que se mostra revoltado com tamanha incoerência, e cala àqueles que dizem que os papareias são acomodados. O povo está em luta! Combatendo este aumento abusivo! Mas que essa luta não termine agora! E que seu resultado final ocorra em outubro, derrubando àqueles que governam para empresas, ao invés de governar para o povo!


Por Fellipe Belasquem, presidente da URES e membro da direção estadual da UJS

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

'NYT' cita Dilma e Manuela para destacar mulheres na política

A Deputada federal pelo Rio Grande do Sul, Manuela D’Avila (PCdoB) foi destaque no jornal americano The New York Times. Em entrevista publicada ontem, a edição online do periódico abordou o crescimento do papel das mulheres na política brasileira, especialmente após a eleição de Dilma Rousseff, a primeira mulher a ocupar a Presidência da República.

O jornal cita que Manuela vai disputar a prefeitura da capital gaúcha em 2012, assim como pelo menos outras 46 mulheres em 26 Estados – número considerado um recorde de candidatas no histórico de eleições no País. De acordo com a publicação, isso se deve em grande parte à popularidade da presidente, que embora tenha presenciado a queda de diversos ministros após denúncias de corrupção, mantém elevado índice de aprovação.

“Ela tem uma atitude diferente, mostra que é uma mulher de coragem”, disse a cientista política Maria do Socorro Sousa Braga, da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar). “Isso está ajudando as mulheres a ir em busca do que elas querem, a se tornarem autônomas, gostarem da disputa”, afirmou a especialista. No final do primeiro ano de governo, Dilma alcançou uma aprovação de 72% dos brasileiros.

Com a eleição de Dilma, vimos a confiança dos eleitores nas mulheres”, afirmou Manuela D’Avila. “Com a decisão de Dilma de levar tantas mulheres para o seu governo, ela mostra mais uma vez que nós temos capacidade de governar”, aponta a parlamentar.

A publicação aponta ainda que a presidente, chamada de uma “ex-rebelde marxista”, não tem a mesma popularidade de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, mas que seu foco no trabalho está conseguindo passar a imagem da eficiência para a população. De acordo com o jornal, esse apoio popular pode ajudar candidatas como Manuela D’Avila a conseguir sucesso nas urnas. “Há grande incentivo por parte do governo Dilma de estimular a participação das mulheres nas eleições”, disse Braga.

O jornal cita que o número de prefeitas no Brasil passou de 317 em 2000 para 405 em 2004 e para 504 em 2008, mas isso corresponde a apenas 9% do total. Se comparado com outros países, o Brasil ainda precisa avançar muito na participação feminina na política, diz o The New York Times.

Fonte: Terra

Foto: Agência Câmara

Mateus Fiorentini fala de sua experiência em Cuba

Em abril deste ano, Mateus Fiorentini, 26 anos, membro do PCdoB, desembarcou em Havana, a capital da ilha mais controversa do Caribe. O estudante de história, militante político e ativista estudantil foi o escolhido para representar o Brasil na Organização Continental Latinoamericana e Caribenha de Estudantes – OCLAE, que tem sede em Cuba.


Acervo Pessoal
matheus fiorentini

“A UNE participa já faz alguns anos da entidade e desde 1999 ocupa uma vaga do secretariado executivo da OCLAE”. Esta vaga é ocupada atualmente pelo estudante de história que é um dos quatro secretários executivos da organização, junto a representantes de entidades estudantis de outros três países – Cuba, Nicarágua e Equador.

Natural de Passo Fundo e envolvido no movimento estudantil desde 1992, Mateus conta que a curiosidade por conhecer o país governado por Fidel Castro até 2008, o acompanhava há algum tempo. “Sempre li muito sobre a história de Cuba, livros, artigos, e também assisti muitos filmes cubanos. Sempre foi uma referência, então cair lá foi uma experiência muito boa”. No início desta semana, o hóspede cubano esteve em Passo Fundo em visita aos familiares, oportunidade em que foi entrevistado por O Nacional. Após as férias, Mateus retorna à ilha, onde continua a residir pelos próximos dois anos.

A OCLAE

Na OCLAE são representadas 32 organizações de 23 países da área de abrangência. Mateus explica que a função da entidade é propor políticas públicas e articular causas de estudantes secundaristas, de graduação e pós-graduação das nações participantes. “Os estudantes brasileiros hoje pautam a aplicação de 10% do PIB, na Argentina eles pautam 7% do PIB e no Uruguai eles querem 6%. Então o papel da OCLAE é ver como essas reivindicações em diferentes países se unificam, embora essas lutas já sejam naturalmente linkadas por serem referências uma às outras”, exemplifica.

Primeiras impressões

Ao se deparar com Cuba, o secretário executivo da OCLAE afirma que não houve um choque cultural apesar das diferenças, e comenta equívocos que, em sua opinião, alguns brasileiros incorrem. “Acho que muita gente que vai pra lá comete dois erros. Um é romantizar, achar que existe o paraíso na terra porque não existe. Com isso muita gente que vai pra lá se impacta com a realidade. Outro é que tem gente que acha que vai encontrar um Brasil, isso não existe. Há coisas que são muito diferentes, assim como há coisas próximas”.

Para Mateus uma das marcas que mais aproximam a terra tupiniquim à ilha de Fidel é a Santeria. “Uma espécie de Candomblé onde são cultuados muitos orixás presentes nas religiões afro-brasileiras. Eles têm uma influência Iorubá muito grande na cultura deles, assim como no Brasil. Isso causa uma proximidade, existem semelhança entre a cultura cubana e a brasileira”. Tanto pela religiosidade, como cultura musical, o secretário da OCLAE também considera que Havana parece um pouco Salvador.
Outro fato que chamou atenção do passo-fundense é a ausência de moradores de rua. “Não se vê pessoas dormindo na rua. As únicas que eventualmente se vê, são pessoas que ‘tomaram todas’ e não conseguiram voltar pra casa, porque todos têm casa”. A baixa criminalidade também causa certo estranhamento para quem está acostumado com a realidade brasileira. “A gente chega lá com a cultura daqui, acostumado a andar na rua se cuidando. Lá as pessoas caminham de madrugada na rua com muita tranquilidade”.

Como o governo subsidia quase tudo e não há a mesma disponibilidade de produtos das economias capitalistas, a relação entre trabalho e sobrevivência tem características próprias. “O ritmo (de vida) deles é muito diferente. Uma sociedade como a nossa impõe um ritmo meio frenético, lá não. Tanto que muita gente sai de Cuba, mas quer voltar porque não suporta as condições de trabalho. São pessoas que vão para outros países e tem que trabalhar 14 horas, sendo que em Cuba a jornada de trabalho é de cerca de seis horas diárias”.

O embargo

Desde 1962 os Estados Unidos (EUA) impõe a Cuba embargo econômico, comercial e financeiro. Com isso o acesso a diversos produtos fica restrito, exemplo é a lei norte-americana que proíbe o comércio com a ilha de qualquer artigo com 10% ou mais de tecnologia americana. “O embargo impacta objetivamente na vida das pessoas, são alimentos que eles têm que comprar de fora, por intermediários e que chegam custando três vezes o valor”, conta.

Para amenizar o impacto da restrição comercial, Mateus conta que (a partir do fim da União Soviética - URSS, de quem eles eram dependentes) existe um importante investimento em pesquisas científicas. Além disso, o bloqueio também teria aguçado a criatividade cubana. Para o líder estudantil uma das frases mais presentes no vocabulário da ilha é “o que a gente não tem aqui, a gente inventa”.

Liberdade e poder

Na opinião de Mateus não existe repressão ao que se fala, mesmo que contrariando o regime. “O único tipo de repreensão que se pode sofrer é caso alguém fale mal do Fidel e esteja por perto um fidelista muito doente que resolva te bater. Mas até a oposição ao regime faz passeata com escolta da polícia. Se existe algum tipo de repreensão vem do próprio povo, mas eles mesmos fazem mil críticas com a maior tranquilidade. Assim como governantes, militantes, não militantes, trabalhadores, todo mundo faz porque tem problema. O Fidel sempre disse uma coisa: a revolução é não se acomodar jamais”.
A impressão do jovem em relação ao líder revolucionário também é diferente da imagem de um ditador. “Contradizendo o que muita gente diz, o Fidel não cultua a própria imagem. Se vê muito pouco a imagem dele na rua. O povo idolatra ele, tem retratos dentro de casa, mas nos espaços públicos é muito raro”, avalia

Mudança?

“Essas mudanças que estão acontecendo agora fazem parte de um debate que eles iniciaram nos anos 1990 ainda, logo que caiu a URSS. Porque a dependência dos soviéticos era muito grande, eles mesmos dizem que o que estão fazendo é ‘recubanizar’ a revolução”. Para Mateus os cubanos perceberam que era preciso renovar o modelo que estava sendo construído porque o mundo já não era mais o mesmo. Ele considera que a busca atual é por dinamizar a economia. “Há uma discussão de que o público não necessariamente quer dizer estatal, na URSS tudo era estatal e durante muito tempo e ainda aqui, quando a gente pensa em algo público, pensa como sendo do Estado”, explica dando como exemplo as cooperativas.

Mesmo assim, o membro da OCLAE acredita que as mudanças não significam o fim do sistema socialista na ilha. “Eu não diria que é uma abertura, mas neste processo eles vão fazer algo muito parecido com o que fez a China, por exemplo, quanto à entrada de capital não estatal”.

O jeitinho cubano

“O que tem de mais admirável acho que é a simplicidade, a alegria deles. A criatividade dos cubanos é inacreditável”, avalia. Mateus conta que Cadillacs com mais de 50 anos, são consertados e postos em pleno funcionamento. Um dos motores das soluções, muitas vezes inusitadas, inventadas pelos cubanos é o embargo imposto pelos EUA. “Vi uma pessoa que precisa de um colete de coluna que não se faz em Cuba e até chegar o problema dela estaria muito agravado. Pra resolver, fizeram com cano de PVC e papelão um colete”, relata.

Matéria publicada originalmente no jornal O Nacional

CTB organiza debate para o Forum Social Temático 2012

Dia 25/01/12 o Parque Harmonia em Porto Alegre/RS será palco de um debate urgente sobre as alternativas globais a crise do capitalismo que está virando o mundo de cabeça para baixo.

Nos dias 24 a 29 de janeiro de 2012 ocorre na Região Metropolitana de Porto Alegre o Fórum Social Temático 2012. A edição deste ano do Fórum terá como eixo de debate a crise capitalista. Nada mais apropriado.

Não é exagero dizer que o ano de 2011 foi marcado por uma reviravolta mundial. Os países do Norte do mundo, as grandes economias capitalistas da América, Europa e Japão vivem uma das maiores crises econômicas da história, enquanto que os países do Sul, da América Latina e Ásia, destacam-se como potências emergentes. “O mundo virou de cabeça para baixo”, alardeia a Revista Isto É de 28 de dezembro de 2011. E com razão. A célebre frase do teórico alemão do século XIX Karl Marx ganha uma atualidade sem precedente: de repente, “tudo que é sólido, se desmancha no ar”.

A diferença entre Brasil e países do Norte não é obra do acaso

Os sólidos dogmas neoliberais, a firme convicção no capital rentista, está indo por água abaixo.

Enquanto a Europa precisa socorrer seus bancos com centenas de bilhões de dólares e fecha milhões de postos de trabalho e os Estados Unidos por muito pouco não se torna um país devedor, o Brasil ascende a condição de sexta maior economia do mundo gerando empregos e atraindo mão de obra internacional. A diferença não é obra do acaso. O Brasil de Lula e agora de Dilma adotou medidas que contrariaram a cartilha do FMI: teve a coragem de reduzir a inflação baixando juros e investindo no setor produtivo. Teve a coragem de recolocar o Estado como indutor do desenvolvimento, uma medida considerada até bem pouco tempo uma “blasfêmia”. Graças a decisões corajosas e que não seguiram a doutrina neoliberal, o país surfou na onda da crise mundial aproveitando a oportunidade para se destacar.

CTB propõe o debate sobre a alternativa ao capitalismo em crise
Nunca um debate sobre os rumos do planeta foi tão necessário. Quando o Fórum Social Mundial foi criado em 2001, sob o lema de que “Um outro mundo é possível”, para muitos seria impensável que uma década depois o lema mais apropriado talvez seja “Um outro Mundo Acontece e é necessário”. O neoliberalismo é uma receita falida. Isto o comprovam os milhões de desempregados e desabrigados dos Estados Unidos e Europa, que vão às ruas protestar contra os efeitos de um modelo de sociedade que está em crise. Mas qual é a alternativa? Os países emergentes do Sul estão apontando caminhos. E justamente na capital onde o FSM surgiu, que é a cidade de Porto Alegre, mais de um década depois do surgimento do Fórum, se reúnem novamente centenas de milhares de pessoas para debater alternativas.

Dentro desse rico momento em que o mundo está se repensando, convido tod@s para o Parque Harmonia na cidade de Porto Alegre/RS. Nele acontecerá o Parque Intercontinental da Juventude. Não poderia haver palco mais apropriado para debatermos a crise do sistema capitalista. Qual o caminho? Qual o projeto de Nação que pode superar a crise? O capitalismo não se destrói por si mesmo. Se não for confrontado por alternativas distintas, que abram um novo ciclo político e econômico, que leve a rupturas do sistema, ele encontra sempre saídas, provocando maiores desastres econômicos, sociais e políticos, para prosseguir com seu processo de expansão. No dia 25/01, este será o debate promovido pela Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB). Precisamos participar da construção de alternativas a este mundo que está ruindo e dando lugar a outro que já acontece mas ainda dá seus primeiros passos. Nada garante que os rumos tomados serão os melhores par todos. Depende da participação de cada um a construção de um outro mundo possível e necessário.

Leia ainda:
- Sítio do Fórum Social Temático 2012
- Abertas inscrições para o Acampamento da Juventude do Fórum Social Temático 2012

Por Igor Corrêa Pereira, do Coletivo de Juventude da CTB

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Rio Grande: Presente da prefeitura para 2012





Hoje o Jornal Agora noticiou que as empresas de transporte coletivo de nossa cidade pediram um aumento na tarifa de ônibus para R$3,00 . O conselho municipal de transporte aprovou o valor de R$ 2,65.
Jogada política. O conselho e a prefeitura aprovam um valor menor do que o supostamente pedido pelas empresas. Valor que mesmo sendo menor é extremamente abusivo frente ao péssimo serviço prestado.
Gurizada, mais uma vez é hora de se mobilizar! Vamos primeiramente mostrar nas redes sociais para o senhoR Fabio Branco que se ele sancionar esse aumento Rio Grande para!
Isso mesmo! Não podemos mais aguentar esse cartel!


SE A PASSAGEM AUMENTAR, RIO GRANDE VAI PARAR!
VAMOS ÀS RUAS!



Por Daniele Gautério, membro da direção estadual da UJS.