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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Presidente da UNE faz balanço e aponta os desafios de 2012

Segundo o presidente da UNE, Daniel Iliescu, que tomou posse em julho deste ano, os jovens da América Latina vivem a sua melhor fase: “O movimento estudantil está mais forte e amadurecido do que nunca. E isso não vale apenas para o Brasil”, declara nesta entrevista de balanço, previsões e perspectivas para 2012.


Foto: UNE
Presidente da UNE faz balanço e aponta os desafios de 2012

Daniel define 2011 como o "ano do manifestante".

O ano de 2011 foi do “manifestante”, aquele indivíduo, homem ou mulher, que resolveu ocupar o espaço público para protestar, derrubar regimes, denunciar a falência do sistema econômico ou garantir mais direitos para a população.

Esse manifestante, em grande número jovem, multiplicou-se aos milhões em episódios como a mobilização estudantil no Chile, em defesa da educação pública, e, no Brasil, com as grandes marchas durante o ano e a luta pelos 10% do PIB investidos no ensino do país.

No ano que vem a UNE completa 75 anos, três quartos de século, a UNE segue sendo simultaneamente o movimento social mais antigo e mais renovado do Brasil, sempre acompanhando as demandas de cada geração.

Para Iliescu, a identidade do movimento atualmente tem a ver com a sua diversidade: “Temos cada vez mais grupos de estudantes atuando em movimentos de cultura, de meio ambiente, associações de bairro, ONGs ligadas a várias temáticas e isso traz para o movimento estudantil e para a UNE uma riqueza muito interessante”, afirma.

O presidente da UNE ainda comenta a relação da entidade com o governo Dilma Rousseff, o cenário de crise econômica internacional e a mobilização em torno do Plano Nacional de Educação (PNE). Confira abaixo a íntegra da conversa com o carioca que assumiu a direção da entidade há pouco mais de seis meses.

Você assumiu a UNE em julho de 2011, no começo da segunda décado do século 21. Qual é a cara do movimento estudantil nos tempos de hoje?

Com certeza, cada geração carrega sua marca, sua identidade, e eu diria que, no século 21, a grande marca da juventude brasileira é a diversidade. Temos cada vez mais grupos de estudantes atuando em movimentos de cultura, de meio ambiente, associações de bairro, ONGs ligadas a várias temáticas e isso traz para o movimento estudantil e para a UNE uma riqueza interessantíssima. Por outro lado, há algo que não se altera. Mesmo em 1968 ou em 2011, os jovens tem uma sede incontrolável por mudar a sua realidade, estão dispostos a fazer a diferença e contribuir com algo. Isso pôde ser comprovado no 52º Congresso da UNE, que aconteceu este ano e foi o mais participativo da história. Na etapa preparatória nos estados, o Congresso reuniu os votos de mais de 1,6 milhão de alunos de universidades públicas e particulares. Houve, no total, votação em 97% das universidades de todo o país. O movimento estudantil está mais forte e amadurecido do que nunca. E isso não vale apenas para o Brasil, mas para toda a América Latina, tenha-se o exemplo das manifestações dos estudantes do Chile pela educação pública do seu país, a quem levamos esse ano a nossa solidariedade, recebendo também a líder Camila Vallejo em nossas manifestações. Os jovens da América Latina estão em sua melhor fase.

O que foi mais marcante para a UNE em 2011?

Foi um ano movimentado, que já começou com a 7ª Bienal, no Rio, durante o mês de janeiro, reunindo milhares de estudantes do Brasil e do exterior em um festival de cultura que teve como tema o samba. Pouco antes disso, a UNE realizou, também no Rio, um dos seus maiores Coneb's [Conselho Nacional de Entidades de Base], com cerca de 5 mil representantes de DAs e CAs de todo o Brasil. Em maio, foi a vez do 59º Coneg [Conselho Nacional de Entidades Gerais] na cidade de São Paulo. Saímos do 52º Congresso da UNE, em Goiânia, engatilhados em uma mobilização enorme pelos 10% do PIB e 50% do fundo social do Pré-Sal para a educação, que se tornou uma jornada de lutas nacional, o “Agosto Verde e Amarelo”. Essa luta se intensificou no final do ano com o #OcupeBrasília, criamos coragem e acampamos de vez na porta do Congresso Nacional, em um movimento de pressão que rendeu a aprovação parcial pelo senado dos 50% do fundo social do Pré-Sal para a educação. Entre outros pontos, eu destacaria a realização do 4º Encontro de Mulheres da UNE, do III Encontro de Negros, Negras e Cotistas da UNE, e a nossa grande participação no Congresso da Oclae [Organização Latino Americana e Caribenha dos Estudantes] no Uruguai. Tivemos a aprovação do Estatuto da Juventude, uma iniciativa inédita que valoriza essa que é a parcela mais estratégica da população brasileira e a realização da 2ª Conferência Nacional de Juventude. No campo da política, tivemos acontecimentos muito importantes, como a decisão do STF que reconheceu a união entre homosexuais e a aprovação da Comissão da Verdade, que pode resgatar o passado negligenciado de muitos que perderam suas vidas na ditadura miliar, entre eles estudantes.

Você assumiu também no primeiro ano de mandato da presidente Dilma Rousseff. Qual a avaliação e a relação da UNE com o atual governo federal?

Mesmo sendo apenas o primeiro ano da presidenta Dilma, conseguimos tirar algumas conclusões sobre o seu governo. Achamos válida a sua postura de manter o diálogo com os movimentos sociais, escutar as suas reivindicações, como aquela que fizemos em Brasília, no dia 31 de agosto, em um protesto com 12 mil estudantes em defesa de mais verbas para a educação. Porém, não estamos satisfeitos ainda com atual disposição de prioridades do governo. O orçamento da União destina, todo ano, cerca de 3% para a educação e cerca de 50% para pagar a dívida pública e remunerar o capital financeiro. O governo se apresenta com uma tônica importante, que é eliminar a miséria, reduzir essa desigualdade social que ainda vigora no país, mas, na nossa opinião, esse processo não será possível sem maiores investimentos na escola pública, no salário dos professores, em todos os níveis da educação. Também não acabaremos com a miséria com a permanência da atual política econômica, que impede o pleno desenvolvimento do Brasil. Medidas mais ousadas precisam ser tomadas nessa área para o Brasil avançar e se desenvolver. Isso acontecerá, somente na base da pressão dos movimentos por mudanças profundas na política econômica, fiscal, cambial e monetária do Brasil. Ainda aguardamos esses avanços e vamos protestar muito por eles.

A revista norte-americana Time, que tradicionalmente escolhe a personalidade do ano, escolheu desta vez o “manifestante”, um personagem anônimo representando todos os homens e mulheres que participaram de varios grandes protestos pelo mundo em 2011. Qual a sua avaliação sobre esse fenômeno?

Isso é muito curioso porque, durante alguns anos, falou-se no fim das utopias, dos sonhos, no fim da história, todas essas ideias de que a humanidade não teria novas revoluções populares, que isso era coisa dos livros, do passado. O ano de 2011 prova o contrário, demonstra que a força da coletividade é ainda a maior de todas, está muito além do poder econômico, das ditaduras, dos sistemas políticos. A história da UNE e do movimento estudantil no Brasil revela isso. Quantas “primaveras” os jovens desse país já fizeram para enfrentar a ditadura, conquistar as eleições diretas, e agora estamos fazendo mais uma primavera brasileira, para evitar o retrocesso no desenvolvimento da educação do país. Vejo com muito bons olhos as manifestações e os manifestantes de 2011. Sempre que houver povo na rua defendendo mais democracia e justiça social, haverá ali a completa solidariedade e o apoio da União Nacional dos Estudantes.

A principal campanha do movimento estudantil neste ano foi a defesa de 10% do PIB para a educação no Brasil, garantidos pelo Plano Nacional de Educação, o PNE-2011/2020. Qual o saldo dessa luta e as expectativas para o ano que vem?

Foi importante o movimento estudantil e também o movimento social no geral, professores, entidades ligadas à educação e outros terem unificado essa pauta, cientes do que é melhor para o Brasil. Lamentamos que a aprovação do Plano tenha ficado para o ano de 2012 e sentimos que precisamos fazer muito mais pressão junto aos parlamentares, ao governo, à imprensa para que essa pauta tenha mais visibilidade. Garantir 10% do PIB para a educação é uma das medidas mais importantes para desenvolver o Brasil, esse não é um tema setorial, investir na educação é investir na economia, no setor produtivo, na ciência e tecnologia, na democracia, no combate à corrupção, no desenvolvimento sustentável, em tudo. Não iremos recuar nesse sentido, essa campanha deve se fortalecer no ano que vem, até a aprovação do PNE.

Como a UNE avalia a atual conjuntura econômica de crise no mundo e a situação do Brasil?

Uma reflexão importante que essa crise nos traz se refere aos sinais de falência de um modelo econômico baseado nas riquezas de poucos e na exclusão de milhares. Antes, os chamados países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos sofriam fortemente as consequências desse modelo, agora sabemos que trata-se de um problema estrutural, que pode atingir em cheio os países centrais, como se observa na violenta crise que se assombra para a zona do Euro. É papel do movimento social, além de apontar a insuficiência desse sistema financeiro, lutar contra a redução de direitos da população. No Brasil, temos uma situação um pouco mais estável, mas ficamos preocupados com a insistência pela manutenção de uma política econômica de juros altos, conservadora em relação a investimentos sociais estratégicos e menos atenta às necessidades humanas. Nesse sentido, o movimento social brasileiro se mobilizou bastante esse ano, com protestos em todas as reuniões do COPOM [Comitê de Política Monetária], pedindo a redução dos juros e outras medidas mais progressistas. A UNE permanecerá nessa luta em 2012.

Quais devem ser as prioridades do movimento estudantil em 2012?

Primeiramente, vale dizer que 2012 é o ano em que a UNE completa 75 anos. Vamos comemorar esses três quartos de século fazendo o que sabemos melhor, nas ruas, ocupando espaços, protestando pela educação pública do país, mobilizados nas universidades e também nas redes sociais. Começaremos as obras da nova sede e do novo centro cultural da UNE na Praia do Flamengo, 132 e planejamos, também, uma Caravana da UNE como marco de comemoração dos 75 anos. A Caravana refletirá sobre o Brasil daqui a 10 anos, ao completar 200 de independência. Na pauta das nossas lutas estarão o desenvolvimento do Brasil, a ampliação da assistência estudantil, o aumento de vagas na universidade, principalmente nas públicas, mas também em importantes iniciativas como o Prouni, que já está mudando a cara do ensino privado. Na verdade, permaneceremos na luta por uma verdadeira reforma do ensino privado, que precisa ser devidamente regulamentado de forma a garantir a qualidade da educação e não tratá-la como mercadoria. Como já disse anteriormente, continuaremos muito firme nas nossas principais lutas a favor da educação: 10% do PIB e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para essa área. Outro ponto de grande interesse do movimento estudantil em 2012 será, sem sombra de dúvida, a questão da meia-entrada em espetáculos culturais e esportivos. Seguiremos na luta intransigente para garantir o direito à meia-entrada estudantil, que, no nosso ponto de vista, é fundamental para garantir a formação plena dos nossos jovens, vale lembrar que a UNE não abrirá mão da regulamentação federal da meia-entrada, valendo, inclusive, para os jogos da Copa do Mundo de 2014. Será uma honra participar da UNE em um ano histórico como esse, por ocasião dos seus 75 anos, e certamente essa gestão irá fazer valer esse momento.

Fonte: UNE

domingo, 1 de janeiro de 2012

João Amazonas em momentos históricos. #JoãoAmazonasPresente

Hoje, quando se comemora o centenário de vida do camarada João Amazonas, o Vermelho reproduz um vídeo, feito pela Comissão Nacional de Comunicação do PCdoB, em 2002, que traz momentos marcantes da existência do militante histórico do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Em um dos trechos, é possível rever sua intervenção no 10º Congresso.



Confira a primeira parte:





Confira a segunda parte:




Do portal vermelho.org

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

UNE recebe indenização para reconstruir sede incendiada em 1964

A União Nacional dos Estudantes (UNE) recebeu a segunda e última parcela da indenização, concedida pelo governo federal, por causa do incêndio que destruiu a sede da entidade, no Rio de Janeiro, em 1964, com a instalação da ditadura militar no país. Em 1980, o então presidente João Figueiredo mandou demolir o prédio. Os valores serão utilizados para a reconstrução da sede da entidade, uma bandeira histórica do movimento estudantil.




Incêndio na sede da UNE, em 1964, no Rio de Janeiro / foto: arquivo


No dia 19 de maio de 2010, o senador aprovou, por unanimidade, o projeto de reconhecimento da responsabilidade do Estado sobre a destruição da sede da UNE, e também da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), e a destinação dos recursos para sua reconstrução.
Instantes antes da aprovação, o relator do projeto, senador Marco Maciel, apresentou parecer e afirmou categoricamente: "esta matéria foi aprovada por unanimidade na Câmara dos Deputados e faço votos de que assim o seja também no Senado".

Augusto Chagas, então presidente da UNE naquela ocasião, comentou que a decisão era uma prova de que o Brasil havia mudado. "A posição unânime dos senadores, seguindo a já exposta pelos deputados, prova que a luta dos estudantes não foi em vão. Hoje o Brasil é outro, a democracia é uma realidade e jamais voltaremos ao passado sombrio de ditaduras".


Lula participa do lançamento da pedra fundamental da nova sede, em 2010/foto: divulgação UNE

Ontem, o governo Dilma Rousseff liberou o pagamento de R$ 14,6 milhões. Em dezembro de 2010, o então presidente Lula já tinha autorizado a liberação de R$ 30 milhões, de um total de R$ 44,6 mi.

Nova sede


Oscar Niemeyer se reúne com estudantes para mostrar projeto para nova sede/foto: divulgação UNE

A nova sede da UNE ganhou um projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, que lançou no dia 20 de dezembro de 2010 a pedra fundamental do prédio, na praia do Flamengo, Rio de Janeiro. O ato contou com a presença de diversas lideranças, inclusive, do então presidente Lula. O novo edifício terá 13 andares e inclui salas de cinema, teatro e o museu Memória do Movimento Estudantil. O custo estimado são os R$ 44,6 milhões da indenização.


Fonte: vermelho.org.br

MEC disponibiliza mais de 100 mil vagas em universidades públicas

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Está disponível a partir desta segunda-feira (26) as 108 mil vagas que serão oferecidas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), aos estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011. Nele, eles podem saber onde estão as vagas disponíveis para o primeiro semestre de 2012.


Para o próximo ano, as vagas estão distribuídas em 3.327 cursos de 95 Instituições de Ensino Superior (IES) - públicas. São 42 universidades federais, 13 instituições estaduais e 39 institutos federais de educação profissional, além da Escola Nacional de Ciências Estatísticas, administrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Grande parte delas se concentra no Nordeste e Sudeste, que oferecem 34,66% e 33,09% das vagas, respectivamente. Menos de 5% das vagas estão no Norte; 12,88%, no Centro-Oeste e 14,5%, no Sul.

Já os estados com maior número de instituições são Minas Gerais e Rio de Janeiro. São 15 unidades em cada um. Nenhuma instituição do Distrito Federal aderiu a esta edição do Sisu.

Como concorrer?

Os estudantes interessados em concorrer às vagas deverão acessar o Sisu a partir das 0h do dia 7 de janeiro de 2012 até o dia 12 do mesmo mês. No sistema, o candidato deve escolher duas opções de curso, indicando a sua prioridade. Diariamente, o sistema divulga a nota de corte preliminar de cada curso com base na nota do Enem dos candidatos que pleiteiam as vagas. Durante esse período, o participante pode alterar essas opções se achar que tem mais chances de ser aprovado em outro curso ou instituição.

O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 15 de janeiro e a segunda no dia 26 do mesmo mês. Após as duas etapas, caso ainda haja vagas disponíveis, o sistema gera uma lista de espera que será disponibilizadas para as instituições de ensino preencherem as vagas remanescentes. O candidato interessado em participar dessa lista deverá pedir a inclusão entre 26 de janeiro e 1° de fevereiro.

A ferramenta foi criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2009 para unificar o processo de seleção de universidades públicas e permite ao estudante tentar entrar em diferentes instituições a partir da nota obtida no Enem.

Confira as vagas por instituição, curso e turno disponíveis no Sisu de 2012 aqui

Confira o cronograma do Sisu de 2012 aqui

Abra aqui a página do Sisu

Veja a oferta de vagas no Sisu por estado:

Acre– 240 vagas

Alagoas– 5.805 vagas

Amazonas– 2.722 vagas

Amapá– 160 vagas

Bahia– 5.298 vagas

Ceará– 6.158 vagas

Espírito Santo– 850 vagas

Goiás – 1.561 vagas

Maranhão– 3.238 vagas

Minas Gerais– 11.873 vagas

Mato Grosso do Sul– 6.815 vagas

Mato Grosso– 5.609 vagas

Pará– 995 vagas

Paraíba– 3.699 vagas

Pernambuco– 4.564 vagas

Piauí – 7.049 vagas

Paraná– 4.399 vagas

Rio de Janeiro– 14.137 vagas

Rio Grande do Norte– 1.687 vagas

Rondônia– 16 vagas

Roraima– 419 vagas

Rio Grande do Sul – 1.070 vagas

Santa Catarina– 650 vagas

Sergipe – 145 vagas

São Paulo – 9.064 vagas

Tocantins– 701 vagas

Fonte: Vermelho com Agência Brasil

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Presidente da UJS NH concorre a personalidade do ano

O presidente da União da Juventude Socialista de Novo Hamburgo e diretor de PPJ da direção estadual da UJS, Roger Corrêa, foi indicado pelo portal novohamburgo.org para concorrer a personalidade do ano de 2011. Na lista, Roger está ao lado de deputados, presidentes de ONGs, escritores e secretários municipais.






Para votar é só clicar aqui . A lista está em ordem alfabética e cada pessoa pode votar quantas vezes quiser.


Na coordenadoria de políticas públicas para a juventude de Novo Hamburgo, Roger esteve a frente da criação do Conselho Municipal de Juventude e da organização da III Conferência Municipal. Além disso, Roger é presidente do Fórum Estadual de Gestores Municipais de Juventude e é integrante do Comitê Municipal e Estadual do PCdoB.

UJS Gaúcha é a maior bancada do 39º CONUBES



Juventude, rebeldia, mudanças na educação do Brasil foram os ingredientes deste 39° Congresso da União Brasileira de Estudantes Secundaristas, que aconteceu entre os dias 30 de novembro e 4 de dezembro.

O RS fez parte desta construção levando para o Congresso a galera mais ousada, combativa e criativa deste estado.

Construímos o maior e mais irreverente Movimento rumo ao Congresso, o Movimento Tenho Algo a Dizer!

Foram muitas salas de aula, muitas mobilizações, muita rebeldia e muitos sonhos para elegermos a maior bancada do Brasil. De leste a oeste, de norte a sul, nossa luta por uma Nova Escola reflete a demanda de cada estudante que representamos neste Conubes.

Temos Algo A Dizer por que lutamos para mudar radicalmente a escola brasileira, porque defendemos 3 milhões de novas vagas no Ensino Técnico Público, porque temos disposição de transformar a educação deste país, porque não nos deixamos abater por gritos ou cadeiras, porque acreditamos na rebeldia e nos sonhos desta juventude.

Quem foi que disse que isso é coisa de criança?

Parabéns a tod@s aguerrid@s militantes que participaram da construção deste glorioso CONUBES.

Sou da UBES vou mostrar como fazer; Vem pra luta quem Tem Algo A Dizer.


Por Ana Carolini, Coord. Coletivo Secundarista UJS RS, membro direção executiva estadual da UJS; e Eriane Pacheco, Coord. Coletivo Universitário UJS POA, membro direção estadual da UJS

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Manuela: Qual a diferença entre 2010 e 2012?

O ano de 2011 vai chegando ao fim. Deixará para o próximo algumas reflexões sobre o processo político em nossa capital e em nosso Estado.

Na política, esse é um ano prensado entre outros dois: 2010 (ano em que uma frente política de unidade da esquerda, com discurso amplo venceu as eleições para Estado) e 2012 (ano em que essa frente será testada em sua capacidade de manter-se unida).
Eleições são espaço de apresentação de projeto, programa e posicionamento político.

O que justifica a existência de uma candidatura de oposição é o projeto, o posicionamento, a visão de que a administração tem limites. Ou seja, é uma visão crítica. Alguns fazem e recebem críticas como se fossem "intocáveis".

As críticas - quando de natureza política, e não pessoais - justificam os diferentes projetos. Se não por isso, qual a razão da existência de uma candidatura? "Protagonismo" do partido e/ou pragmatismo.

Se o projeto político é consistente, ele deve ser maior que esses dois aspectos.
Em 2008, apesar de termos o mesmo diagnóstico sobre a administração Fogaça/Fortunati, não conseguimos unificar nosso posicionamento político, nem o projeto para a cidade.

Já em 2010, a história foi diferente: PCdoB e PSB retiraram uma candidatura viável ao governo do RS, por achar que poderíamos construir um novo ciclo para o Estado com a candidatura de Tarso Genro.

Nossos partidos não tiveram, é evidente, o mesmo protagonismo do PT. Mas vencemos a eleição, pois superamos tudo o que julgávamos MENOR do que a necessidade de retomar o desenvolvimento do Estado, aproveitando o bom momento do Brasil.

O que mudou entre 2010 e 2012? Essa é a questão a ser respondida pelos partidos que elegeram Tarso.

O projeto? Seguimos acreditando na unidade da esquerda, ampliando para todos que se identifiquem com um programa que supera limites da atual administração? O programa ou posicionamento político?

Não temos unidade na avaliação dos limites da atual gestão? Não temos clareza que, independente do partido do atual prefeito, há um projeto, em curso em Porto Alegre, conflitante com o nosso?

Se as premissas são essas, o que nos distancia são as menores questões. Ou não?


Por Manuela D'Ávila em seu blog