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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Rafael Beck é o novo presidente da UENH


Cerca de 300 estudantes participaram do 18° Congresso da União dos Estudantes de Novo Hamburgo (UENH), realizado quarta-feira passada (30/11) no Espaço Cultural Albano Hartz. Os estudantes debateram a reforma do Ensino Médio proposta pelo governo do Rio Grande do Sul e elegeram a chapa "Tenho Algo a Dizer" para dirigir a entidade no ano de 2012, tendo a frente o estudante do Curso Técnico Tradutor e Interprete, Rafael Beck.


Rafael terá a missão de dirigir uma das maiores entidades estudantis gaúchas em um ano de grandes desafios, entre eles o debate a respeito das escolas politécnicas, apresentado pelo Governo do estado. Para Rafael, o momento precisa ser de muito diálogo "queremos participar e ajudar construir nossa nova escola, mas não podemos negar o grande avanço que a proposta representa", afirma. Além disso, a nova gestão já esteve a frente da mobilização do 39° Congresso da UBES e levará uma grande bancada ao movimento #OcupeBrasília que reivindica 10% do PIB para a educação e a aprovação do Estatuto da Juventude.

Conheça o novo presidente da UENH

Rafa, como é chamado, começou a militar há pouco tempo, em 2010, quando ainda atuava na Escola Wolfram Metzler e foi eleito 1° secretário da UENH. Mais tarde mudou para o Colégio Vila Becker, onde estuda a então presidenta da entidade, Laura Sicheski, ingressou no Grêmio Estudantil e esteve à frente de grandes mobilizações contra a falta de professores.

É usuário ativo das redes sociais e mantém uma conta no twitter que utiliza para dialogar com os estudantes. Ouve bastante reggae, mas tem preferência pelo samba-rap de Marcelo D2. Seu envolvimento político fez com que ingressasse na direção executiva da UJS de Novo Hamburgo e no Comitê Municipal do PCdoB.

O estudante de 18 anos estará ao lado de outros nomes importantes para a cidade e o país que também estiveram na presidência da entidade, como Carla Santos, que presidiu a UENH no final da década de 1990 e foi eleita presidente da UBES. O chefe de gabinete da Deputada Federal Manuela d'Ávila, Ivandro Morbach e a estudante Ana Lúcia Velho, atual vice-presidente sul da UNE são outros nomes que também passaram pela presidência da UENH.

Leia a carta aprovada pelos estudantes no 18° Congresso da UENH

TEMOS ALGO A DIZER SOBRE A EDUCAÇÃO

Somos milhares de estudantes de diferentes escolas e de toda a cidade. Carregamos em nosso peito uma certeza: as reais transformações do Brasil começam pela educação! O Brasil tem mudado, descobrimos uma nova riqueza natural, que é o Pré-Sal, sediaremos a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Tem gente pobre entrando na universidade através do ProUni, que já levou quase um milhão de jovens de baixa renda às Instituições de Ensino Superior, e houve ainda a expansão da rede de universidades federais. Além disso, têm crescido as oportunidades de emprego, mas há uma coisa que não está combinando com este novo Brasil: A ESCOLA.

Acreditamos que a escola não mudou e que falta muito para alcançarmos um ensino de qualidade e que tenha a ver com a realidade da juventude brasileira. O primeiro passo para mudar a escola brasileira é aumentar os investimentos! Países muito mais pobres do que o nosso, como a Bolívia, investem 6,4% do PIB (Produto Interno Bruto) em educação, e o Brasil investe apenas 4,7%. Acreditamos que para alcançar de forma plena a qualidade que desejamos para a escola é fundamental o investimento de 10% do PIB para a educação e para isso acontecer, entendemos que o caminho seja a redução de juros e o investimento de 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a educação.

Outro aspecto importante é a atual falta de identidade do Ensino Médio, levando em conta que ele não tem servido para garantir o acesso à universidade (considerando o fenômeno dos cursinhos pré-vestibulares), não serve para preparar ao mercado de trabalho e não serve, também, para acúmulo de conhecimento necessário à formação de cidadãos. Para a UENH, essa debilidade do ensino médio é consequencia da ausência de qualidade da escola pública de nosso país, acentuada em nosso estado.

Por isso, queremos um novo Ensino Médio, em que as escolas possuam infraestrutura arrojada e que em todas existam quadras, laboratórios, bibliotecas, lousas digitais e um computador por aluno. Queremos também a valorização dos professores, que tenham acesso à formação continuada e aumento em suas remunerações, respeitando imediatamente o Piso Nacional da categoria.

Para este novo Ensino Médio que queremos construir, sabemos que precisaremos mudar o currículo. Queremos novos conteúdos que preparem o jovem para o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, para a formação cidadã e para o mundo do trabalho com o desenvolvimento de novas tecnologias. Para tanto, consideramos que o ideal seja um currículo nacional comum, mas com características regionais: diversificado e em parte eletivo, portanto com flexibilização curricular.

Consideramos que para o Ensino Médio corresponder às expectativas dos brasileiros, ele deverá estar sintonizado com o trabalho. Acreditamos que no currículo obrigatório deva ter uma disciplina teórica de iniciação ao mundo do trabalho e uma disciplina prática, que ensine alguns ofícios, o que não concorreria com o ensino técnico profissionalizante. Além disso, propomos a inclusão de novos conteúdos, como cultura, desporto, artes, integração social e novas tecnologias. Para isso, os Grêmios Estudantis precisam participar da elaboração dos planos políticos pedagógicos de cada escola e propomos a instituição de congressos escolares para discutir a flexibilização curricular.

Queremos estudar, mas também queremos trabalhar desde cedo! A escola precisa dar resposta a este anseio da juventude e esta necessidade do crescimento de nosso país. Assim, entendemos que continuar aumentando os investimentos no ensino técnico profissionalizante faz parte da mudança de qualidade que o Ensino Médio precisa. Por isso, defendemos a abertura de milhares de novas vagas para o ensino técnico, valorização e mais investimentos para a Fundação Liberato, hoje a maior escola do estado, ensino técnico na Escola Alberto Pasqualini e criação de restaurantes estudantis em toda a rede de educação profissional. Nos preocupamos também, com o fato de que, no Rio Grande do Sul, quase a totalidade do ensino técnico público seja de cursos de contabilidade. Queremos que os cursos técnicos respeitem a realidade dos municípios e respeito àqueles já existentes, como o Curso Normal e Tradutor e Interprete, ambos do Colégio 25 de Julho.

E é por tudo isso, que vemos na iniciativa da Secretaria Estadual de Educação de propor uma reforma no Ensino Médio gaúcho, uma ponta de esperança para reverter a herança maldita de nossa educação, mas exigimos mais diálogo e respeito aos diferentes posicionamentos, assim como queremos que os professores estejam abertos ao debate. Queremos mudar a realidade da escola brasileira, mas isso só acontecerá com a participação dos pais, professores, intelectuais, trabalhadores e de todos os estudantes, pois só assim mudaremos a educação básica em nosso país. Desejamos que isso sirva para virar a página da intolerância e que coloque mais racionalidade em todos os debates de interesse público em nosso Rio Grande.

Sabemos também que qualidade para poucos é segregação. Por isso queremos a criação de políticas que auxiliem os estudantes de baixa renda a permanecer nos bancos escolares. A criação de um plano municipal de transporte estudantil com passagem integrada, meio-passe e passe livre para estudantes carentes é imperativa! Outra questão importante é a urgência na aprovação do Estatuto da Juventude, que garante a meia-entrada e o meio-passe, pois a mobilidade urbana e o acesso à cultura são partes integrantes no que diz respeito à nossa educação.

Queremos uma política de combate ao preconceito em todos os níveis dentro de nossas escolas, fortalecendo-as como espaço de construção do cidadão e não como um lugar que inspira o medo. É evidente que uma escola de qualidade e democrática não permite nenhum tipo de violência e discriminação. A escola que queremos construir tem espaço para a diversidade da juventude. Somos totalmente contra a homofobia, o machismo e o racismo e acreditamos que a escola precisa ser munida de mecanismos que combatam todas as formas de preconceito.

E é para construir essa nova escola, que hastearemos bem alto nossas bandeiras, apresentaremos nosso projeto para toda a cidade e convocamos uma grande jornada de lutas, que invada e ocupe todas as salas de aula, escolas e ruas de Novo Hamburgo. O movimento estudantil em nosso município está vivo e representa os sonhos dos jovens hamburguenses.



Juventude da CTB aposta na irreverência

O Coletivo da Juventude da CTB gaúcha reuniu-se na última segunda-feira (05/12) para debater sua participação no Fórum Social Temático de 2012, que terá como tema a "Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental". O evento acontecerá do dia 24 a 29 de janeiro de 2012 e será sediado por Porto Alegre e cidades da região Metropolitana – Gravataí, Canoas, São Leopoldo, e Novo Hamburgo.

A CTB Jovem irá promover atividades no Acampamento Intercontinental da Juventude, que será localizado no Parque Harmonia em Porto Alegre. Dentre as atividades previstas está a oficina sobre Juventude e Crise do capitalismo mundial e a culturata com o lançamento do samba-enredo do Bloco da CTB Jovem.

Crise do capitalismo no centro do debate

Para o coordenador de jovens trabalhadores da CTB gaúcha Vítor Espinoza, o tema do Fórum não poderia ser mais apropriado do que a crise capitalista. "Vivemos a mais grave crise do capitalismo dos últimos 80 anos. Precisamos discutir com a juventude o período de falência da chamada globalização neoliberal, bem como a apresentação de uma alternativa a este modelo, que na nossa opinião é um projeto de desenvolvimento nacional com valorização do trabalho e da juventude", afirma. Para ele, está na essência do Fórum a apresentação de modelos alternativos ao estabelecido. "O neoliberalismo está ruindo, mas não cairá sozinho. Cabe ao Fórum ser mais um momento de construção de alternativas para um outro mundo possível para além dessa ordem mundial que agride os trabalhadores e a juventude".

Culturata e samba da juventude e dos trabalhadores

A CTB Jovem também vai cair no samba em plena Harmonia. O Acampamento Intercontinental será palco da culturata de lançamento do samba enredo do Bloco da Juventude da CTB, que está sendo criado pela Escola de Samba Cruzeiro do Sul de Novo Hamburgo. A ideia foi do dirigente do SEEACOM Fábio Flores, que é um dos compositores da escola. "Pretendemos cantar outros sambas de luta do povo e da Juventude, como o samba enredo da Imperatriz Dona Leopoldina sobre a União Nacional dos Estudantes e o samba-enredo da UJS. Vamos fazer o FST cair no samba abrindo o carnaval 2012", anuncia Fábio. A atividade acontecerá antes do carnaval de Porto Alegre, que será nos dias 17 e 18 de fevereiro, e antes dos carnavais da região metropolitana de PoA, que ocorrem em sua maioria no mês de março.

As reuniões do Fórum Social Temático estão acontecendo todas as quintas-feiras às 16h na Assembléia Legislativa.

De Porto Alegre, por Igor Corrêa Pereira

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O desenvolvimento é uma aspiração da juventude

O Brasil vive um momento singular também para a sua juventude. O momento é marcado pelo bônus demográfico, quando temos a maior População Economicamente Ativa (e a mais jovem) de nossa História. São cerca de 52 milhões de jovens entre 15 e 29 anos, mais de 50% da PEA. Isso torna incontornável ao desafio do desenvolvimento abrir à juventude um horizonte de direitos, considerá-la protagonista desse momento.

O movimento sindical classista busca qualificar e disputar o modelo do desenvolvimento, através da valorização do trabalho, o que pode integrar a nova geração em uma trajetória de direitos e oportunidades, numa curva de elevação de salários, de formação profissional, de fortalecimento do mercado interno, de incorporação de valor e tecnologia à produção, com a afirmação do Brasil, uma integração de novo tipo na América Latina e o crescimento das relações Sul-Sul.

Esse desafio é imenso. A oportunidade do bônus demográfico é transitória. Doravante, nosso crescimento vegetativo levará ao envelhecimento da população, que trará em si a qualidade de vida que pôde construir nesses anos que vivemos. Os piores indicadores sociais afligem a juventude atual, que sofre ainda os prejuízos de mais de 20 anos de crise e recessão, agravados pelo neoliberalismo. Esse déficit social não foi equacionado, e mesmo com os avanços, muito houve de lentidão e de concessões feitas pelo projeto mudancista iniciado por Lula. Elas tiveram seu impacto na inclusão juvenil, porque o ritmo do crescimento econômico e da produção, os empregos, os direitos, tudo é condicionado à correlação de forças dessa época de hegemonia do capital financeiro, aprofundada pelo neoliberalismo, que ainda não foi vencido.

A juventude e o Brasil não podem mais esperar

Deixar a juventude envelhecer desempregada, nas prisões, sem saúde, sem cultura, sem escola, que é o que o neoliberalismo nos impõe, é sobretudo uma decisão política, que nos legaria um futuro de privações, tristezas e submissão. Só uma política estratégica, com recursos, pode enfrentar o desafio da juventude e do desenvolvimento. Duas coisas interessam à juventude: ter prioridade para o desenvolvimento nacional, o que torna inescapável a necessidade de derrotar o capital financeiro que parasita a Nação, cobrando preço altíssimo exatamente à juventude.

Há quase uma década da primeira eleição de Lula, quais as políticas públicas que de fato mudaram a vida dos jovens brasileiros? Destacam-se as que lhes apontam o caminho da escola e do trabalho qualificado e com direitos, abrindo caminho à emancipação, que se efetiva com a incorporação a uma vida adulta plena. As iniciativas mais consistentes são políticas como a reserva de vagas, as cotas, o Bolsa Família (graças à obrigatoriedade de frequência escolar), o PROUNI, o REUNI e o PROJOVEM – com seu êxito a depender da incorporação dos jovens em situação de vulnerabilidade à escola e ao trabalho. E daí advém as expectativas positivas a respeito do PRONATEC, que propõe educação profissional para 8 milhões de brasileiros(as).

Os rentistas atrasam o Brasil

Os limites de tais políticas foram claramente influenciados pela capacidade de investimento do Estado Brasileiro, submetido ao constrangimento do rentismo, que impõe uma política monetária que onera a produção e o consumo. Em 2010, ela nos custou a bagatela de 44,93% do Orçamento da União, conforme ilustrou a revista Le Monde Diplomatique Brasil, em junho, que nos traz o interessante gráfico a seguir. Importante recordar que Tiradentes lutava contra o quinto que pagávamos a Portugal, que era 20% do ouro, e por isso foi esquartejado, teve seu corpo exposto à fome dos urubus, teve sua casa demolida e salgada, para que nada nascesse em seu solo. Ainda hoje é assim, vejam só!


Esses 635 bilhões de reais foram para os rentistas, os banqueiros, o capital financeiro, sangrando a produção, a educação, a saúde, os trabalhadores e o povo. O que se fez, e muito se fez, foi apesar disso, e não graças ao suposto rigor fiscal, como apregoa a imprensa golpista, o capital financeiro e seus sócios. Por isso é tão importante defender as mudanças na política econômica, enfim iniciadas após as manifestações de estudantes e trabalhadores do campo e da cidade realizadas em agosto, em especial as sucessivas reduções da taxa SELIC - que remunera os títulos da dívida pública, encarece o crédito e a produção. É preciso tornar sem retorno tais mudanças, conformando um novo pacto nacional que valorize a produção, o trabalho, o investimento produtivo e a mudança da face do país, no contexto do Pré-Sal, dos grandes eventos esportivos e da retomada do crescimento econômico, e apesar da crise. Em um contexto desses os jovens serão a mola, e não o calcanhar de Aquiles do desenvolvimento.



Por Paulo Vinícius, sociólogo e bancário, Secretário Nacional de Juventude Trabalhadora da CTB

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Movimento "Tenho Algo a Dizer" lança Rafael Beck para a presidência da UENH

O 18º Congresso da União dos Estudantes de Novo Hamburgo (UENH) acontecerá nesta quarta (30) e contará com a presença de centenas de estudantes de escolas da educação básica e profissional. Neste sentido, o movimento Tenho Algo a Dizer, em reunião nesta terça feira, decidiu por lançar o nome do estudante do curso técnico Tradutor e Interprete do Colégio Estadual 25 de Julho, Rafael Beck, 18 anos, candidato a presidente da entidade.

Entre os desafios de Rafael, caso eleito, estarão os debates referentes a proposta de reforma da educação do governo do estado e a luta pela criação de uma política de transporte estudantil na cidade. No último ano, em que a UENH foi presidida pela estudante do 2° ano, Laura Sicheski (a 6ª mulher em 10 anos), a entidade fortaleceu-se como referência no Rio Grande do Sul e esteve a frente de grandes conquistas, como a criação do Conselho Municipal de Juventude.

Nos planos da nova gestão deverá constar as comemorações dos 64 anos da UENH.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

39° Congresso da UBES: São Paulo receberá 5 mil jovens de todo o país


Movimento estudantil secundarista do Brasil se reúne entre os dias 1 e 4 de dezembro no Expo Center Norte; alunos representantes de escolas e grêmios debaterão o tema “Todos juntos por uma educação do tamanho do Brasil”

Quinze, dezesseis, dezessete anos de idade, nunca é cedo demais para começar a questionar os problemas do país ou do mundo, pintar as caras ou participar de uma campanha na internet, montar um grêmio, debater, ouvir e ser ouvido. Para isso, cerca de cinco mil jovens, estudantes de escolas de todos os estados do país, reúnem-se em São Paulo entre os dias 1 e 4 de dezembro (quinta a domingo) no 39º Congresso da UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas).

Com o tema “Todos por uma educação do tamanho do Brasil”, o congresso acontece no Expo Center Norte e, além desse assunto, terá discussões sobre drogas, saúde dos jovens,desenvolvimento do país, mobilidade e transporte para os estudantes, meia-entrada em eventos culturais e também na Copa do Mundo de 2014. Os estudantes também irão eleger o novo presidente da UBES e decidir os rumos da atuação da entidade para os próximos anos.
Segundo o atual presidente, Yann Evanovick, o encontro acontece “em um momento decisivo para maiores mudanças na educação brasileira”. Atualmente a UBES, em parceria com a UNE, realiza a campanha #educação10, por mais verbas investidas no ensino público do país.

Entre os convidados que irão debater com os estudantes estão Malvina Tuttman, um dos principais nomes do ministério da Educação e presidente do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais); o religioso e líder do movimento negro Frei Davi e Fernando Grostein, diretor do filme “Quebrando Tabu”, documentário que aborda a problemática das drogas e tornou-se famoso pela participação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.


Podem participar do encontro estudantes dos ensinos fundamental, médio, profissionalizante ou pré-vestibular. É necessário se inscrever realizando o pagamento antecipado (informações para depósito abaixo), ou no primeiro dia do congresso. Caso o pagamento seja efetuado anteriormente, é necessário guardar um comprovante ou recibo de pagamento. O credenciamento custa R$ 50 (para delegados) e R$ 70 (para observadores) e o valor inclui alojamento, alimentação e transporte do alojamento para o Expo Center Norte.

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PÓS-GRADUANDOS.

BANCO: Banco do Brasil

AGÊNCIA: 4328-1

CONTA CORRENTE: 7337-7

O processo eleitoral do 39º Congresso da UBES começou há cerca de dois meses, e 4,5 milhões de estudantes de todo o Brasil participaram de votações em 5 mil escolas. Todos os delegados nomeados dentro das escolas, quase 12 mil no Brasil todo, participaram das etapas estaduais, quando elegeram os representantes para o Congresso nacional, que será em São Paulo. Entre os estados que mais elegeram delegados para participar das etapas estaduais, estão São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, com 1995, 1261 e 1035 delegados eleitos, respectivamente.

ESTUDANTES FARÃO GRANDE PASSEATA A PARTIR DO MASP

No segundo dia de congresso, dois de dezembro, os estudantes prometem tomar uma das principais avenidas da cidade de São Paulo, a Avenida Paulista, para a realização de uma grande marcha reivindicando 10% do PIB e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para educação. O ponto de encontro da passeata será o vão do MASP (Museu de Arte de São Paulo, às 14 horas.

Essa reivindicação é a principal bandeira de luta do movimento estudantil nacional. (Participe do abaixo-assinado por 10% do PIB para educação clicando aqui). No último dia 31 de agosto, cerca de 12 mil estudantes marcharam nas ruas de Brasília, em uma passeata histórica por maiores investimentos na educação.

A abertura do congresso, no dia primeiro de dezembro, terá o tema “30 anos de reconstrução da UBES – E ainda tem gente que diz que isso é coisa de criança”. A entidade foi perseguida e extinta pela ditadura mililtar, voltando a se organizar em 1981. Haverá também homenagens a importantes personalidades da vida nacional que começaram sua trajetória dentro da UBES. Entre os ex-militantes do movimento secundarista no Brasil estão desde a presidenta Dilma Rousseff ao ex-ministro da cultura Juca Ferreira.
(Confira matéria sobre a reconstrução da UBES aqui)

39 º Congresso da UBES
Local: em São Paulo, no Expo Center Norte< Informações no email: ubesecundarista@gmail.com


Está chegando o 39° congresso da UBES. Saiba o que levar na mochila:
Preparamos uma lista com objetos importantes que não podem faltar na sua bagagem.
- Barraca
- Colchonete e travesseiro
- Kit de primeiros socorros (com remédios que você utiliza normalmente)
- Capa de chuva
- Cantil ou squeeze para água
- Sacos e sacolas plásticas (para lixo e para guardar roupas e calçados sujos)
- Fósforos e um isqueiro
- Filtro solar
- Cadeados pequenos (para a barraca e a mochila)
- Caneca de plástico
- Shampoo
- Condicionador
- Sabonete e esponja
- Pasta de dente
- Escova de dente
- Fio dental
- Pente ou escova de cabelo
- Toalha de banho
- Toalhinha pequena
- Papel higiênico
- Absorventes
- Elásticos de cabelo
- Um pouco de sabão em pó ou um pedaço de sabão em barra
- Leve roupas apropriadas para o inverno.
- Saco de dormir
- Isolante térmico, um pedaço de plástico de bolinhas ou folhas de jornal para impedir que a umidade que vem do solo atinja a sua "cama" e penetre pelas costas
- Máquina fotográfica
- Caderninho de anotações e caneta
- Repelente de insetos
- Óculos de sol
- Livro
- Baralho (para o bom e velho truco)

domingo, 27 de novembro de 2011

Chapa de oposição "Muda DCE" eleita na Feevale

A chapa composta por mais de 60 estudantes de todos os cursos da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo, e capitaneada por membros da UJS foi eleita ao final desta sexta-feira (25) para o biênio 2012/2013 do Diretório Central dos Estudantes, quebrando um ciclo de seis anos em que a entidade foi dirigida por acadêmicos ligados ao PSOL.


As conquistas do movimento "Muda DCE" começaram antes mesmo da abertura do processo eleitoral com o direito a voto e participação em chapas de estudantes bolsistas do ProUni. "A não participação de prounistas é uma segregação absurda, pressionamos a atual direção do DCE e conquistamos esse direito no Regimento Interno da eleição. O próximo passo é acrescentar ao Estatuto", afirma Tiago Morbach, bolsista do ProUni e presidente eleito do DCE. Tiago é diretor de comunicação da UJS do Rio Grande do Sul e destaca também que na primeira eleição com a livre participação de todos os estudantes, os acadêmicos optaram por eleger um bolsista do ProUni.

A chapa desafiou-se a pautar o crescimento da instituição e como ele pode ser revertido em qualidade de ensino, pesquisa e extensão, além disso, pautou a criação de uma política de assistência estudantil para a Feevale, que é filantrópica. Pautaram também a necessidade de transformar o DCE em uma entidade real de representação e que seja transparente.

Entre os principais desafios estão a reestruturação da entidade e a aproximação com Diretórios Acadêmicos, além de integrar-se às agendas da União Estadual dos Estudantes (UEE RS/Livre) e UNE.

sábado, 26 de novembro de 2011

Manuela Braga: indicada do movimento "Tenho Algo a Dizer" para a presidência da UBES


Pernambucana, 19 anos, estudante de saneamento ambiental do Instituto Federal de Pernambuco, foi vice-presidente do grêmio do CEFET, presidente do Grêmio do IFPE e presidente da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco, atualmente, primeira Diretora de Escolas Técnicas da UBES. Saiba como o que “Manu”, mulher de grandes lutas, pensa.

Qual o papel da UBES em um cenário de grandes mobilizações mundiais?

Ao longo de nossa historia os principais momentos de avanço do país foram protagonizados pela juventude, em especial pelo movimento estudantil através da UBES. Hoje estamos diante de um debate atualizado, como por exemplo: um plano de educação avançado. Temos que lutar para não diminuir nossos direitos já conquistados e continuar garantindo a organização dos estudantes dentro das escolas. A UBES tem um papel fundamental nessa questão e vislumbramos nos próximos 2 anos continuarmos com esse protagonismo no cenário nacional de conquistas para educação.

Qual o grande desafio da UBES pela mobilização das principais bandeiras estudantis?

Temos um Brasil que cresce a uma enorme taxa de desenvolvimento e não tem como não acompanharmos a luta por educação fora desse patamar de crescimento. A cana de açúcar e clico da borracha foram riquezas passadas pelo Brasil e que não culminou em desenvolvimento. Precisamos massificar cada vez mais a luta pelos investimentos na educação chegando a cada sala de aula de cada escola nesse Brasil. O Pré-sal tem que ser uma riqueza que tem que ficar para o povo brasileiro em cultura, educação, esporte.

Diante de tantas bandeiras de peso, como será assumir um protagonismo na campanha eleitoral do ano que vem?

A UBES tem a responsabilidade de incentivar o jovens de 16 ao voto, além de promover debates e pautas de reivindicações discutida no país inteiro com secundarista sobre o que a entidade espera das eleições. É importante termos o Brasil cada vez mais no rumo do desenvolvimento e isso se dá com muito estudante na rua, mas através das mobilizações do ano eleitoral também. Eleger prefeitos e vereadores que estejam compromissados com a luta dos estudantes e com a bandeira da educação que, sem dúvida, é o pilar para o um país cada vez mais justo e soberano é primordial.

E se eleita, qual será a principal característica de sua gestão?

A UBES tem um papel fundamental na luta dos movimentos, isto se dá pela ligação que a entidade tem com os estudantes. Continuar garantindo uma entidade cada vez mais de massa, que passa em cada sala de aula debatendo com os estudantes, sem dúvida será um elemento que será ampliado na próxima gestão. O diálogo com os estudantes, o caráter massivo de fazer passeata, além da jornada de luta, mais manifestações com pautas estaduais e locais será uma grande característica da próxima gestão, caso eleita.