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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Viva as juventudes do Foro de São Paulo


Presidente estadual e diretora nacional da UJS Ticiana Alvares faz um relato da última edição do Foro de São Paulo, ocorrido na semana passada.

Tive a oportunidade de representar a UJS na 17 Edição do Foro de São Paulo, ocorrido entre os dias 17 e 20 de maio, na cidade de Managua. O Foro é o espaço de articulação dos partidos de esquerda da América Latina.

Nasceu em 1990, em São Paulo (por isso levou seu nome), quando a avalanche neoliberal deixava consequencias catastróficas para os povos latino-americanos e para as nações. Passou por um amplo processo de amadurecimento, acumulou forças e conseguiu ao longo da última década chegar ao poder em muitos países. Agora, vivemos a fase da consolidação da fase dos governos progressistas e da sua unidade. Aprendemos com a diversidade da grande América e sabemos que só a unidade pode nos fazer fortes para vencer o grande inimigo das nações: o imperialismo. Vivemos as consequências da grave crise do sistema capitalista, que trouxe a tona o debate das alternativas, tema de acalouradas discussões entre os partidos de esquerda. O Foro avança na medida que avançam as experiências de integração, de unidade e de resistência, na medida que consolida-se a luta pelo socialismo na América Latina, enquanto alternativa capaz de dar resposta à crise capitalista.

A partir de 2009, as juventudes do Foro de São Paulo, construíram um processo privilegiado de discussão e passaram a contribuir num outro nível com o Foro. Acontecia o 1º Encontro das Juventudes do Foro de São Paulo, na Cidade do México. Esse novo espaço surgiu da necessidade de uma maior articulação das organizações políticas juvenis no sentido de contribuir com a formulação específica para o Foro. O terceiro encontro juvenil, recém ocorrido simultaneamente ao Foro de São Paulo, demonstrou que esse espaço tem jogado um grande papel para unir essas organizações em ações conjuntas e para a formação de um campo de esquerda convergente a partir das juventudes.

Trata-se de uma nova fase para o movimento juvenil latino-americano, que por sua característica impulsiona os avanços em cada país, ao mesmo tempo que faz política de um jeito diferente. Nossa luta é para acumular forças, ampliar nosso campo e conquistar avanços para o povo. Debatemos as políticas públicas para os jovens do continente, capazes de responder ao desemprego e ao emprego precário, ao acesso à educação, à mobilidade estudantil, ao problema da violência, do narcotráfico, dos preconceitos, da xenofobia.

Queremos tornar as experiências dos governos progressistas um exemplo às juventudes para que possamos tornar o debate do papel da juventude em cada país uma regra a ser implementada em todos os países. Mais do que isso, queremos mostrar que quanto maior a participação e a democracia, mais é possível estabelecer políticas para os jovens.

Queremos ampliar nossos espaços, ver novas vitórias eleitorais ainda esse ano no Peru e na Guatelama, aprofundar as experiências na Argentina e na Nicarágua. Somos as juventudes herdeiras das lutas da América Latina, mas que se constroem e se fortalecem a partir de cada conquista nos países e na região.

São as juventudes latino-americanas do século 21, que não aceitam golpes de Estado, que veem a bandeira da liberdade sendo erguida em vários dos seus vizinhos, mas que sabem que precisam fincar-se cada vez mais fundo nas terras da Pátria Grande. Somos os que lutamos pela unidade das nações e pela necessidade de construir o socialismo, com cara de índio, com jeito de mulher, com a cor misturada, com as características de cada nação e com toda essa diversidade que dá o formato da América Latina.

Viva a unidade da América Latina!
Viva as Juventudes do Foro de São Paulo

terça-feira, 24 de maio de 2011

União da Juventude Socialista em Cidreira

No último sábado, 21 de maio, foi fundada em Cidreira a UJS – União da Juventude Socialista. A UJS é organização juvenil que atua nos mais diversos movimentos, como estudantil e sindical e busca a luta organizada dos jovens na construção do socialismo com uma cara brasileira. Sua atuação destaca-se principalmente no comando da União Nacional dos Estudantes.

Divulgação
 UJS em Cidreira

Em Cidreira, a UJS será presidida pelo jovem universitário Rafael Fonseca. Estudante de Educação Física na Facos, Rafael também é filiado ao PCdoB e já foi dirigente da UMESC (União Municipal dos Estudantes de Cidreira), tendo participado dos congressos da UNE e UBES.

A direção que é constituída incialmente por 10 jovens foi empossada pelo Vereador Matheus Junges (PCdoB) que faz parte da direção estadual da UJS e falou da importância dessa entidade na praia que busca a renovação na política. “Vocês representam a nova cara da política que Cidreira tanto necessita e com certeza terão papel decisivo nas transformações que estão se aproximando”, declarou Matheus.

Da redação local

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Altamiro Borges participará do Encontro de Blogueiros do RS

Matéria retirada de www.vermelho.org.br


O jornalista, blogueiro, presidente do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé e membro do Comitê Central do PCdoB, Altamiro Borges, será um dos painelistas do 1° Encontro de Blogueir@s e Tuiteir@s do Rio Grande do Sul, que acontece nos dias 27, 28 e 29 de maio, em Porto Alegre.

Divulgação
Encontro blogueiros RS

O Encontro foi pensado a partir da necessidade de se reunir a blogosfera gaúcha em torno de um projeto de ampliação da sua abrangência. Uma grande oportunidade para reunir os ativistas da internet e promover o contato e a troca de informações entre os participantes. Cerca de 200 autores de blogs e ativistas das redes sociais digitais são esperados na Câmara Municipal de Porto Alegre, para participar da programação, que aborda políticas públicas para os meios digitais, internet como instrumento para a democratização da comunicação, viabilização profissional do trabalho na rede, oficinas de tecnologia, debates de experiências e atividades de rua. Ao final do encontro, será elaborada uma carta dos participantes para apresentar as propostas na área e levar a discussão para o II Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, em junho, em Brasília.

O evento, que vem sendo chamado nas redes sociais apenas de #BlogProgRS (o sustenido é o símbolo usado para formar as chamadas tags, ou seja, agrupar conteúdo em torno de um termo), surgiu como consequência do I Encontro Nacional, em 2010. Mais de 300 blogueiros se reuniram em São Paulo para fortalecer a blogosfera como uma alternativa ao discurso único e hegemônico dos meios de comunicação tradicionais e definiram a realização de encontros do mesmo tipo nos estados.

Encontros regionais vêm acontecendo em diversas regiões do país. O encontro gaúcho deve contar com transmissão ao vivo pela internet, para que possa ser acompanhado em todo o país e no interior do estado. Os organizadores ressaltam, no entanto, que a troca de experiências é mais rica quando presencial e contribui para o fortalecimento da rede virtual de blogs. Para participar presencialmente, as inscrições custam R$ 30, com 50% de desconto para estudantes, e podem ser feitas pelo sitehttp://blogprogrs.com.br/inscricao.

Programação

27 de maio, Sexta

18h30 — Credenciamento e abertura com autoridades e convidados;
19h30 — Mesa de abertura: “As mídias digitais e a democratização da democracia”.

28 de maio, Sábado
09h00 — Mesa de debates: “A importância estratégica e a viabilização da comunicação digital”;
11h00 — Debate e perguntas de plenário, respostas e considerações da mesa;
12h00 — Almoço;
14h00 — Mesa de debates: “Políticas públicas para comunicação digital”;
16h00 — Oficinas simultâneas;
17h30 — Relatos e experiências de blogs: Somos Andando, El blog de Norelys e Teia Livre;

29 de maio, Domingo
09h00 — Debate de plenário sobre o II BlogProg Nacional, elaboração da Carta dos Blogueir@s e Tuiteir@s Gaúch@s;
11h15 — Coffee Break;
11h45 — Deslocamento para o Parque da Redenção;
12h15 — PIG PARADE no Parque da Redenção.


Mesas de debates

As mídias digitais e a democratização da democracia
Vera Spolidoro — Secretária de Comunicação e Inclusão Digital do Estado do Rio Grande do Sul;
Altamiro Borges — Jornalista, blogueiro (Blog do Miro, http://altamiroborges.blogspot.com/), presidente do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé (http://www.baraodeitarare.org.br/), ativista pela democratização da comunicação, organizador do BlogProg nacional, membro do Comitê Central do PCdoB (Partido Comunista do Brasil) e autor do livro “Sindicalismo, resistência e alternativas”.
Marcelo Branco — Profissional de TI, ativista pela liberdade do conhecimento.

A importância estratégica e a viabilização da comunicação digital
Eduardo Guimarães — Blogueiro (Blog da Cidadania, http://www.blogcidadania.com.br/), comerciante, ativista político (presidente do Movimento dos Sem Mídia), organizador do BlogProg nacional.
Leandro Fortes — Blogueiro (Brasília, Eu Vi, http://brasiliaeuvi.wordpress.com/). Organizador do BlogProg nacional. Jornalista, repórter da revista Carta Capital. É autor dos livros Jornalismo Investigativo, Cayman: o dossiê do medo, Fragmentos da Grande Guerra e Os segredos das redações. É criador do curso de jornalismo on line do Senac-DF e professor da Escola Livre de Jornalismo.
Gabriela Zago — Jornalista gaúcha e pesquisadora de comunicação e jornalismo nas redes sociais digitais, blogueira (http://www.gabrielazago.com/), doutoranda em comunicação e informação, colaboradora do TwitBrasil e da Wave Magazine.
Luiz Carlos Azenha — Jornalista, blogueiro (Vi o mundo, http://www.viomundo.com.br/), organizador do BlogProg nacional. Foi correspondente internacional da Rede Manchete, do SBT e da Rede Globo. Atualmente, faz reportagens para a Rede Record e é diretor geral do programa Nova África da TV Brasil.
Renato Rovai — Blogueiro (Blog do Rovai, http://www.revistaforum.com.br/blog/). Jornalista, editor da revista Forum. Organizador do BlogProg nacional.

Políticas públicas para comunicação digital
Cláudia Cardoso — Diretora de Políticas Públicas da Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital do Governo do
Estado do Rio Grande do Sul;
Vinícius Wu — Secretário Chefe de Gabinete do Governador do Estado do Rio Grande do Sul, coordenador do Gabinete Digital.
Debatedor: Marco Weissheimer — Jornalista, blogueiro (RS Urgente, http://rsurgente.opsblog.org/), editor da revista eletrônica Carta Maior (http://www.cartamaior.com.br/)

Oficinas simultâneas
Blogs I: Quero ter um blog, como começar?
Em definição.

Blogs II: Administração e ferramentas para blogs
Tatiane Pires — estudante de ciência da computação na PUC/RS, é programadora e webdesigner, escreve no blog tatianeps.net e colabora no portal Teia Livre (http://www.teialivre.com.br).
Redes Sociais
Mirgon Kayser — Assessor de Organização, Sistemas e Métodos da Fundação Cultural Piratini – TVE/RS e FM Cultura. Blogueiro, autor do Blog do Mirgon (http://blogdomirgon.blogspot.com/).

Relatos e experiências de blogs
Luísa Stern — Cultura Crossdresser (http://www.culturacd.com/) — Porto Alegre
Luiza Oliveira Barbosa — Salto Alto Futebol Clube (http://saltoaltofutebolclube.wordpress.com/) — Porto Alegre
Norelys Morales — El blog de Norelys (http://norelysblog.blogcip.cu/) — Havana / Cuba
Marco Aurélio — Teia Livre (http://www.teialivre.com.br) — São Paulo



Datas: 27, 28 e 29 de maio
Local: Câmara Municipal de Porto Alegre
Endereço: Av. Loureiro da Silva, 255; Porto Alegre-RS
Inscrições gratuitas

sábado, 21 de maio de 2011

1º Encontro de Blogueir@s e Tuiteir@s do RS








O espaço livre da internet, ao qual todos têm acesso, independente de condição econômica ou poder político, possibilita que todos os setores da sociedade se manifestem, o que não acontece na grande mídia. Os blogs representam hoje uma forma de contraponto à imprensa tradicional.

Dentro desse contexto, nasce o 1º Encontro de Blogueir@s e Tuiteir@s do RS, com a proposta de promover a discussão sobre a internet no estado e no país e o papel dos blogs na tarefa de democratizar a comunicação. Os objetivos da blogosfera e seu potencial de ampliação estarão em pauta durante o evento.

O Encontro foi pensado a partir da necessidade de se reunir a blogosfera gaúcha em torno de um projeto de ampliação da sua abrangência. Uma grande oportunidade para reunir os ativistas da internet e promover o contato e a troca de informações entre @s participantes.

Datas: 27, 28 e 29 de maio
Local: Câmara Municipal de Porto Alegre
Endereço: Av. Loureiro da Silva, 255; Porto Alegre-RS



Faça a sua inscrição clicando aqui

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Ministro Padilha: seminário discute o enfrentamento ao crack

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esteve hoje, 20, em Porto Alegre para um painel sobre “A política de saúde e o enfrentamento ao crack”. A deputada Manuela acompanhou o debate que aconteceu na Assembleia Legislativa e teve, ainda, a participação do secretário de Saúde, Ciro Simoni, do vice-governador, Beto Grill e do presidente da ALERGS, Adão Villaverde.

Padilha destacou a importância do papel que a escola tem no combate à violência e ao consumo de drogas. “A escola é o primeiro espaço de socialização que temos, portanto, é preciso levar este debate para dentro das escolas e envolver a todos para que possamos, juntos, trabalhar e conscientizar a população”, destacou.

Ainda segundo o ministro, as políticas do governo federal não são de combate ao usuário, mas, sim, ao crack e que para que sejam obtidos resultados significativos nessa perspectiva é preciso reconhecer as diferenças de cada região. “Porto Alegre é diferente de Santana do Livramento, que é diferente de São Paulo, que é diferente do Acre. Para combatermos o crack precisamos reconhecer essas diferenças e propor ações diferenciadas para cada realidade. Se propusermos uma política pública impositiva e comum a todos, ela está fadada ao fracasso”, disse.

Para Padilha, o mapeamento da participação e do consume crack no Brasil será de grande importância nas próximas ações do governo federal. “Há cidades, como São Paulo, onde existe uma cracolância estabelecida. Há cidades em que o consumo se dá em pequenos grupos, em várias partes da cidade. Ao mapearmos cada realidade, poderemos agir de forma precisa”, esclareceu. Segundo o ministro, esse mapeamento já está sendo realizado.

Ações – Entre as ações que Padilha defendeu como prioridades no combate ao crack está a capacitação dos profissionais da área da saúde, a qualificação dos pontos de urgência e emergência, do SAMU e das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Defendeu, também, o aumento do número das Casas de Acolhimento em todo o país e a universalização de uma experiência muito bem sucedida promovida pelo Grupo Hospitalar Conceição: os Consultórios de Rua. “O enfrentamento ao crack se dá, também, nas ruas. Para isso, é preciso saber qual a melhor abordagem dos usuários. A valorização da dignidade humana, nesse sentido, é fundamental e envolve a todos nós, envolve toda a sociedade”

Fonte: www.manuela.org.br

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Sou o que sou, não o que falam

***Artigo publicado no blog Gurizada, seguinte! por Fellipe Belsquem, presidente da União Rio-grandina de Estudantes Secundaristas - URES

Nesta segunda feira, no caderno Folhateen, o Jornal Folha de São Paulo, maior veículo de comunicação impresso do Brasil, atacou de forma baixa e leviana o movimento estudantil brasileiro, as entidades que o dirigem e os grandes líderes estudantis do país. No caso, as entidades mencionadas foram a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES).

E eu, estudante secundarista, presidente do Grêmio Estudantil IFRS – Rio Grande e da União Rio–grandina dos Estudantes Secundaristas (URES), militante da UBES e de sua organização política majoritária, a União da Juventude Socialista (UJS), tive minha imagem estampada na capa do caderno Folhateen em uma foto do protesto realizado pela UBES na porta do Congresso Nacional em defesa dos 10% do PIB para a Educação e dos 50% do Fundo Social do Pré – Sal para a área.

Acho que é valido lembrar o que eu e centenas de outros estudantes estavamos fazendo em Brasília na semana do protesto na Câmara dos Deputados.
Nos dias 2 e 3 de maio, estudantes secundaristas de todo o Brasil estiveram reunidos na capital federal para o Seminário Nacional de Educação da UBES, encontro onde o movimento estudantil secundarista se reuniu para definir suas posições quanto ao Plano Nacional de Educação – PNE 2011/2020. Este documento irá definir as metas da educação no Brasil nos proximos 10 anos. O Governo Federal fez uma proposta que, para nós estudantes, está muito aquém aos desafios que a educação brasileira precisa superar no proximo periodo. Fincamos o pé na questão do financiamento, decretando insuficiente a proposta do Governo de atingir 7% do PIB para a educação até 2020 e colocando como bandeira de luta a elevação dessa meta para, no mínimo, 10% do PIB ao ensino brasileiro. Além disso, definimos que o Pré-Sal, essa imensa jazida de petróleo descoberta na costa brasileira (e, diga-se de passagem, este mesmo Pré-Sal foi o verdadeiro motivo da vinda de Obama ao Brasil), não pode ter o mesmo destino de outras riquezas naturais que este solo já nos serviu, como o Pau-Brasil, o ouro, a borracha e o café. Desta vez, esta dádiva que a natureza nos presenteou deve servir aos interesses do povo brasileiro. E não existe melhor maneira de servir ao povo brasileiro do que investindo em educação. Portanto, os 50 % do Fundo Social gerado com os recursos do Pré-Sal investidos em educação também viraram alvo da luta dos estudantes brasileiros.

E dentro da UBES, entidade que me representa nacionalmente, sempre tive direito a expressar meus posicionamentos, expor os problemas da educação da minha escola e da minha cidade, e até mesmo, tive a oportunidade de debater o fincanciamento do ensino brasileiro com o próprio comandante do MEC, Ministro Ferndando Haddad (O polaco de vermelho no canto da foto sou eu, e o engravatado no centro da mesa é o ministro).

O protesto na frente do Congresso ocorreu dia 4, após o Seminário da UBES, justamente pela Casa nos cassar pelas redondezas do prédio e não permitir a nossa entrada, visto que queriamos entregar as resoluções do Seminário e as propostas da UBES aos deputados e convencê-los a nos dar apoio. A foto da capa do Folhateen é do momento da manifestação em frente a Câmara, que resultou na vitória dos estudantes e nossa entrada na Câmara dos Deputados, onde fomos recebidos inclusive pelo Presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS).

A Folha de São Paulo não citou, em sua reportagem, o Seminário da UBES, nem nosso protesto, muito menos o porque desse protesto.

A Folha de São Paulo não cobriu o Seminário de Educação da UBES.

A Folha de São Paulo não cobriu nenhum dos últimos eventos, encontros e mobilizações da UNE, da UBES, da UPES ou de qualquer outra entidade estudantil brasileira.

Mas mesmo assim, a Folha de São Paulo acredita, fielmente, que tem condições de opinar sobre as lutas dos estudantes do Brasil e sobre as entidades que coordenam estes movimentos.

Mas mesmo assim, a reportagem da Folha de São Paulo apresenta opiniões que somente alguém que conhece a fundo a realidade do movimento estudantil teria embasamento suficiente para fazê-lo.

É por isso que em sua matéria, a Folha de São Paulo expõe, quase que na totalidade, inverdades.

Vamos então expor estas barbaridades e, uma a uma, colocando-as abaixo.

Primeira delas: O estudante brasileiro não se interessa pelas entidades.
Claro que se interessa! Olha eu aqui! No fim do mundo, quase no extremo sul do Brasil, participei de mobilizações e encontros com estudantes de todos os estados da federação, como o Encontro Nacional de Grêmios, que contou com centenas de dirigentes de Grêmios Estudantis do Brasil; Bienal de Arte e Cultura da UNE, mais de 10 mil estudantes; Seminário de Educação da UBES...
Se mais estudantes não participam do movimento estudantil, muito se deve ao esforço que a grande mídia brasileira faz justamente porque lutamos, muitas vezes, contra interesses que sustentam esta mesma grande mídia.

Segunda delas: Não temos autonomia e somos comandados por partidos políticos.
Mentira deslavada. No momento, não sou filiado a nenhum partido político, e mesmo assim a direção da UBES me escolheu para o debate com o Ministro. Se a Folha estivesse certa, com certeza o escolhido seria algum futuro candidato a vereador do partido da situação. Mas não foi, o escolhido foi eu, por ser dirigente de escola técnica e o debate com Haddad tratar, justamente, do novo programa de apoio ao ensino técnico do Governo Federal, o PRONATEC. Fui escolhido pelo que represento, e não pela minha carteira partidária.
Claro que existem estudantes filiados a partidos políticos dentro das entidades! Os partidos, na essência, defendem ideologias, e a característica de defender um ideário é natural na juventude. É saudável que a juventude entre na luta política, pois, se nós não o fizermos, quem o fará são aqueles que tem interesses contrários aos dos estudantes, da juventude e do trabalhador.
Dentro das entidades, existem jovens de todos os partidos, e também os sem partidos, contra partidos, galera do PT e do PSDB, do PCdoB e do DEM, anarquistas, trotskistas, zeens, góticos, punks, pagodeiros, hippies, agnósticos, cristãos, cardecistas, budistas... Gente de todos os tipos de ideologias, que representam a pluralidade da juventude, e que estão dentro das entidades estudantis, lutando pelos interesses comuns a todos os estudantes.

Terceira delas: Recebemos dinheiro do Governo Federal.
REALIZAMOS PARCERIAS com o Governo Federal. Lá no Grêmio Estudantil, quando a gente quer fazer um campeonato, churrasco, acampamento, como que a gente faz pra baratear os custos pra gurizada? Pede patrocínio. Todo mundo concorda? Acha normal? Então beleza.
A UNE, a UBES, fazem a mesma coisa! Só que os eventos dessas entidades são eventos nacionais, pra milhares de estudantes, pra vários dias. E o movimento é constante! Essas entidades realizam varias atividades durante o ano. Por isso precisam de muita grana, e não é qualquer padaria que patriocina os eventos do GE que vai bancar essas grandes atividades. A UNE e a UBES precisam de parceiros de grande porte e, quem topa financiar, normalmente, são empresas estatais ou o próprio Governo Federal. Mas a Folha de São Paulo, que sabe disso muito bem, subtrai toda essa informação, e só diz que recebemos dinheiro do governo pra passar a idéia de que somos comprados.
Também queria frizar alguns pequenos detalhes da reportagem. Ela diz que a meta de 10% do PIB e os 50% do Pré-Sal para a educação são “chatas”. O dia que lutar por dinheiro pela educação for chato, acaba tudo, o sonho acabou, vamos todos embora. Fala que os líderes atrasam sua formatura para tocar o movimento, como se isso fosse uma “coisa feia”. Como seria uma sociedae em que as pessoas abdicassem dos seus proprios interesses para lutar por um país melhor? Com certeza seria muito bom. Esses líderes merecem toda honra e todo respeito pela opção que fizeram.

E para encerrar, logo após a matéria sobre o movimento estudantil, vem uma reportagem especial sobre a juventude do deputado Jair Bolsonaro! O deputado que prega o maxismo, homofobia, racismo, que defende a ditadura que matou milhares, e que acredita que a melhor maneira de ensinar, é a porrada.

Daí já dá pra ter uma ideia do tipo de pensamento que a grande midia brasileira quer que nossa juventude defenda.

Enfim, todos estes fatos servem pra comprovar a teoria que apresentei no meu último post.

E sigo na luta! Defendendo a UNE, a UBES e o movimento estudantil brasileiro, que existe, é forte, e ajuda todos os dias a tornar este país, um lugar melhor.


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Deputada Manuela: Qualquer maneira de amar vale a pena

Em artigo, deputada Manuela D'Ávila trata das conquistas de direitos pelos homossexuais.
A sociedade acompanhou, nos últimos dias, a decisão histórica do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o reconhecimento da união civil homoafetiva. Há anos, os brasileiros assistem ao debate sobre os direitos dos homossexuais ao mesmo tempo em que vemos o colorido das bandeiras do arco-íris tomar as ruas das grandes cidades nas já tradicionais paradas livres.

Infelizmente, poucos são os heterossexuais absolutamente livres de preconceito. Mas poucos são, também, aqueles que, emocional e racionalmente, conseguem encontrar uma única razão para o Estado proibir duas pessoas adultas que mantêm uma relação estável de terem reconhecidos os seus direitos. E muitos somos os que comemoramos, finalmente, a união civil homoafetiva interpretada como constitucional. Não há racionalidade na proibição de união civil entre pessoas do mesmo sexo. Não há vida em um Estado que não preserva a igualdade e a liberdade como valores máximos. Daí a importância e o marco que vivenciamos em nosso país neste dia.

Mas, afinal, de quais direitos estamos falando? À previdência, patrimônio, plano de saúde, herança, alimentos e declaração de dependente em imposto de renda, por exemplo. Os direitos são muitos e não cabe aqui citá-los. O mais importante dessa vitória sobre o preconceito e sobre a intolerância é o significado real que a decisão do STF nos traz: estamos avançando. Hoje, somos parte de um seleto grupo de países que defende constitucionalmente a igualdade: pelo menos 20 países já reconhecem a união civil homossexual. Aos que ainda assim não entendem a decisão, é preciso esclarecer que é um erro grave confundir questões jurídicas com questões de caráter moral ou religioso: vivemos em país laico.

A aprovação unânime no STF nos faz celebrar uma grande vitória. Indo além, nos dá forças para lutarmos no Congresso pela aprovação do PLC 122, que tipifica como crime as ações de homofobia. A causa foi várias vezes citada nos discursos do STF. Podemos, sim, vencer mais essa batalha e continuarmos avançando rumo ao fim da intolerância e do preconceito, que marginalizam cidadãos de bem e que vivem suas vidas de forma íntegra. Como dito no julgamento, contra toda e qualquer manifestação de preconceito, existe a Constituição.

O 5 de maio será um dos mais importantes dias na luta pela igualdade no Brasil. Como disse o relator da ação no STF, ministro Carlos Ayres Britto, nada perdem os heterossexuais ao verem reconhecidos os direitos dos homossexuais. Em contrapartida, ganhamos todos. Demos, bravamente, um enorme passo para que qualquer maneira de amor valha a pena. Vivemos, hoje, um Brasil mais livre e mais igual. Afinal, como bem lembrou o ministro Ayres Britto, citando Spinoza, “nas coisas ditas humanas, não há o que crucificar, não há o que idealizar, há só o que compreender”.